2013: O ano em que as ruas do Brasil viraram uma bomba relógio está terminando. Leia o artigo de balanço das lutas da categoria.


O reflexo dos protestos que chacoalharam o país em 2013 permaneceram por muito tempo. 
As ruas clamaram por mais investimentos na saúde e na educação, contra a corrupção e o povo levantou cartazes abrindo mão da Copa pelo futuro do país.
O ano acaba e nossa categoria sai de cabeça erguida, apesar do cansaço, pelas duras batalhas que travamos contra a direção dos Correios e contra os governos.


Dedicamos esse jornal especial de retrospectiva, à todos os ecetistas que lutaram bravamente este ano, cada um de acordo com suas possibilidades.

Que as festas de fim de ano sejam repletas de alegrias, junto das pessoas que amamos, pois este ano deixou em nós um inesquecível sentimento de esperança, devido a união do povo brasileiro que finalmente acordou o gigante. Um ano em que o país parecia em chamas, e a frase que definirá 2013 será “Vem pra rua!”.

O Sintect-VP esteve nas ruas, em todas as manifestações, antes mesmo do gigante dar seus primeiros passos. 

Ano intenso também para nosso Sindicato

Realizamos o III Congresso, ouvimos democraticamente a categoria e temos orgulho de participar ativamente de todas as lutas sindicais ecetistas.

O Vale do Paraíba e região também elegeu a nova diretoria do Sindicato, que com transparência e disposição de luta conquistou, mais uma vez, o voto de confiança dos trabalhadores.

Um ano de mudanças, em diversos aspectos. O mundo inteiro voltou os olhos para nosso país. O povo cansou de ser explorado e o Brasil não quer mais ser somente o país do carnaval e futebol, mas sim em lugar sem injustiças sociais e sem alienação política. Vimos também, como a Polícia Militar é despreparada e caminha ao lado dos poderosos, bateram e prenderam manifestantes, enquanto os verdadeiros criminosos continuarão roubando o povo. 

Criminalização do vinagre

Participamos da caravana da CSP-Conlutas à São Paulo, para a primeira grande manifestação e presenciamos a absurda criminalização do vinagre. Lutamos ao lado dos mascarados, das instituições
da classe trabalhadora e de partidos políticos de esquerda e de luta.
Aquele “caos” não era sinal do fim do mundo, mas sim de um recomeço, sinal de esperança por uma sociedade melhor, mais justa e igualitária. Enfrentamos também a contradição de quem queria acabar com o movimento, reduzindo as reivindicações meramente a PEC 37 e expulsando das rua quem sempre esteve na luta. O país viveu como em uma verdadeira batalha, que começou nas redes sociais, se espalhou pelas ruas e ganhou força nas fábricas e nos locais de trabalho. Acompanhamos os fatos por meio das mídias alternativas, já que a TV e a mídia burguesa omitiu e distorceu as notícias. A mesma imprensa que exaltou a “pacificação” na comunidade do Alemão, omitiu o desaparecimento do pedreiro Amarildo, que foi torturado
e morto por policiais dentro da UPP. Enquanto isso, os meios de comunicação alternativos, principalmente
da internet, nos mostraram um Rio de Janeiro combativo, que estampava cartazes de “Fora Cabral”, lembrando os tempos da colonização indígena. 

Mas em 2013 os banqueiros lucraram ainda mais e a ECT mordeu uma fatia desse bolo através do
Banco Postal.

As mulheres vivenciaram a reorganização do movimento feminista, com o vitorioso Encontro do MML e
as empregadas domésticas ganharam uma PEC, mesmo assim a luta está só no começo. Também está apenas no início o processo de punição aos envolvidos em corrupção, os mensaleiros do PT foram julgados, mas agora é preciso punir também s tucanos envolvidos nas fraudulentas licitações do metrô de São Paulo. Nos esquemas da corrupção, muita investigação ainda precisa ser feita.

Que o espírito de justiça e luta de 2013 não acabe nunca, e que em 2014 possamos vivem em uma
sociedade um pouco melhor.

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