O "Legado" da Copa

Acidente no viaduto em BH
Em 2010, o governo anunciou que a Copa do Mundo teria investimentos de R$ 23,5 bilhões em 83 projetos de mobilidade urbana, estádios, aeroportos e portos. Parte dessas obras ficou no caminho e só 71 delas foram mantidas na lista. Segundo levantamento feito pelo jornal Estado de São Paulo nas 12 cidades-sede, as obras entregues para a Copa, e aquelas que ainda não foram concluídas, somam um gasto R$29,2 bilhões.

Trata-se de quase R$ 6 bilhões a mais do que o previsto inicialmente, apesar de alguns projetos mais caros, como de trens e monotrilhos, terem sido substituídos por outros mais modestos, como corredores de ônibus. Ou seja, o país gastou mais para fazer menos e com menor qualidade.
O maior gasto coube ao governo federal, que arcou com 50,5% do custo das obras. Estados e municípios custearam 33,1%, e o setor privado, apenas 16,4%.
Benefícios à população em último plano
A construção dos estádios foi prioridade, seguida dos aeroportos, enquanto a mobilidade urbana, que beneficiaria a maior parte da população, foi deixada em último plano.
Dos 50 projetos previstos para mobilidade urbana, apenas 32 foram mantidos, o que representou um corte de R$ 4,47 bilhões de investimentos na área. Os projetos de construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Brasília e Manaus, por exemplo, ficaram só no papel.
Além disso, boa parte das obras não foi entregue a tempo para o Mundial. O monotrilho de Cuiabá será entregue no segundo semestre de 2015. Em São Paulo, o monotrilho do Morumbi ainda está em construção.
Informações retiradas do SindmetalSJC

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