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  • Pauta de reivindicações

    Sintect-VP entrega pauta de reivindicações para a presidente Dilma!

  • Edição 86 #

    lEIA O JORNAL CORREIO DO TRABALHADOR

  • Demissão Irregular #

    Carteiro é reintegrado em Ubatuba

  • Retorno ao trabalho:

    CDD Pinda

  • quinta-feira, 17 de abril de 2014

    Logotipo da Campanha da Chapa 2 em Santa Catarina



    O Sindicato dos trabalhadores em Correios de Santa Catarina está em processo de eleição e três chapas concorrem a direção do Sindicato. 

    Dentre as chapas, o nosso Sintect-VP referendou apoio aquela que assim como nós, constrói a luta pela base. Os candidatos estão em unidades de diversas cidades o que aumenta a representatividade aos trabalhadores em cada região. São eles, carteiros, OTT´s, atendentes e administrativos, que unem a experiência dos ecetistas mais antigos e o dinamismo da juventude dos recém chegados à ECT.

    A eleição será nos dias 6,7 e 8 de maio e a campanha segue a todo vapor! 
    Vejam algumas propostas da chapa 2:

    a) Para melhorar os locais de trabalho
    - Somos a 7ª DR mais lucrativa do país e com luta podemos conquistar: Climatização das unidades! Melhores ambientes de trabalho com bebedouros, cadeiras e melhores equipamentos a exemplo de motos e bicicletas!
    - Entrega pela manhã! Implantação e atualização de SD's!
    - Campanha pelo fim do assédio moral e sexual!
    - Realização de reuniões nos locais de trabalho para organizar a luta pelas reivindicações de atendentes, OTTs, administrativo, carteiros, motorizados e demais trabalhadores!

    b) Mudar a gestão do sindicato
    - Realizar o Congresso da categoria para democratizar a entidade, e decidir os rumos do Sindicato!
    - Todas as reuniões do sindicato abertas ao trabalhador de base!
    - Expulsão e multa para diretor que pegar cargo na empresa ou governos!
    - Suspensão imediata do pagamento da CUT! Debate com a base para que a base decida sobre a filiação à Central Sindical!
    - Participação do sindicato em todos os fóruns e reuniões de movimentos sociais e sindicais independentes dos governos e patrões! Participação do trabalhador de base nos fóruns nacionais da gategoria e do conjunto da classe trabalhadora!
    - Formação de um fundo de greve!
    - Cursos regulares de formação sindical para dirigentes, cipeiros, delegados e todo trabalhador de base que quiser participar! Formar mais e novas lideranças da categoria sempre!
    - Realizar o Encontro Regional de Mulheres ecetistas e luta contra o machismo! Incentivar e organizar também atividades e políticas relacionadas à saúde do trabalhador, acessibilidade nos locais de trabalho, reivindicações dos aposentados e contra o racismo e a homofobia!
    - Manter a sede do sindicato em São José e ampliar com subsedes no interior! No mínimo uma nova subsede em Chapecó para manter o sindicato mais próximo de todos os ecetistas! Realizar assembleias regionais e estaduais!
    - Apurar a contabilidade da gestão retrasada do sindicato que tinha acusação de roubo! A atual gestão prometeu apurar e não fez! Vamos apurar através de uma comissão de trabalhadores de base tirada em assembleia!
    - Prestação de contas semestral do sindicato e com jornal impressso para toda a categoria!
    - Lutar para construir um corpo jurídico do sindicato!
    - Rodízio de verdade entre os liberados e não somente nas férias! Em momentos de greve o dirigente sindical ficará sem liberação sindical e sujeito a desconto como o peão de base, diferente do que ocorre agora onde os diretores liberados não têm descontos da greve!

    c) Fortalecer as lutas nacionais da categoria
    - Campanha salarial e campanha do PLR pra valer construída na base! Realizar a Copa PLR e Torneio Database de futebol e vôlei para fortalecer a unidade da categoria!
    - Lutar para que a ECT seja 100% pública, estatal e qualidade! Por um gestão democrática da empresa e pelo fim da politicagem!
    - Postal Saúde é Privatização! Correios Saúde é nosso!
    - Contra o PCCS 2008 e contra o SAP! Combater o boicote da ECT ao PCCS de 1995!
    - Fim das dobras! Mais contratações por concurso público!
    - Redução da jornada de trabalho para 30h semanais sem redução de salários!
    - Debate com a base sobre os rumos da FENTECT!
    - Lutar pelo Adicional de Insalubridade aos trabalhadores dos Correios que exercem atividades a céu aberto e são expostos ao sol e ao calor, com a aprovação em 2012, da Orientação Jurisprudencial nº 173 da SDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho-TST, que garante esse direito.
    - Lutar para aumentar o diferencial de mercado há anos que ele está congelado.

    d) Unir as lutas dos ecetistas com as demais categorias e ganhar força frente a governos e patrões
    - Fim do fator previdenciário! Em defesa da aposentadoria integral e com paridade de inativos e ativos! Pela reposição das perdas das aposentadorias!
    - Fim das privatizações e terceirizações! Contra o PL 4330/04 que terceirizará o trabalho de maneira indiscriminada! Em defesa do serviço público de qualidade!
    - Pela prisão e confisco dos bens dos corruptos e corruptores! Abaixo a corrupção!
    - Apoio as lutas que defendam terra, trabalho, moradia, renda e vida digna para todos! Por uma sociedade mais justa e igualitária!


    Eleição para o Sintect-SC: Nosso sindicato apoia a chapa 2, Oposição pela base!

    Postado As:  12:51  |  Em:    |  Mais informações »

    Logotipo da Campanha da Chapa 2 em Santa Catarina



    O Sindicato dos trabalhadores em Correios de Santa Catarina está em processo de eleição e três chapas concorrem a direção do Sindicato. 

    Dentre as chapas, o nosso Sintect-VP referendou apoio aquela que assim como nós, constrói a luta pela base. Os candidatos estão em unidades de diversas cidades o que aumenta a representatividade aos trabalhadores em cada região. São eles, carteiros, OTT´s, atendentes e administrativos, que unem a experiência dos ecetistas mais antigos e o dinamismo da juventude dos recém chegados à ECT.

    A eleição será nos dias 6,7 e 8 de maio e a campanha segue a todo vapor! 
    Vejam algumas propostas da chapa 2:

    a) Para melhorar os locais de trabalho
    - Somos a 7ª DR mais lucrativa do país e com luta podemos conquistar: Climatização das unidades! Melhores ambientes de trabalho com bebedouros, cadeiras e melhores equipamentos a exemplo de motos e bicicletas!
    - Entrega pela manhã! Implantação e atualização de SD's!
    - Campanha pelo fim do assédio moral e sexual!
    - Realização de reuniões nos locais de trabalho para organizar a luta pelas reivindicações de atendentes, OTTs, administrativo, carteiros, motorizados e demais trabalhadores!

    b) Mudar a gestão do sindicato
    - Realizar o Congresso da categoria para democratizar a entidade, e decidir os rumos do Sindicato!
    - Todas as reuniões do sindicato abertas ao trabalhador de base!
    - Expulsão e multa para diretor que pegar cargo na empresa ou governos!
    - Suspensão imediata do pagamento da CUT! Debate com a base para que a base decida sobre a filiação à Central Sindical!
    - Participação do sindicato em todos os fóruns e reuniões de movimentos sociais e sindicais independentes dos governos e patrões! Participação do trabalhador de base nos fóruns nacionais da gategoria e do conjunto da classe trabalhadora!
    - Formação de um fundo de greve!
    - Cursos regulares de formação sindical para dirigentes, cipeiros, delegados e todo trabalhador de base que quiser participar! Formar mais e novas lideranças da categoria sempre!
    - Realizar o Encontro Regional de Mulheres ecetistas e luta contra o machismo! Incentivar e organizar também atividades e políticas relacionadas à saúde do trabalhador, acessibilidade nos locais de trabalho, reivindicações dos aposentados e contra o racismo e a homofobia!
    - Manter a sede do sindicato em São José e ampliar com subsedes no interior! No mínimo uma nova subsede em Chapecó para manter o sindicato mais próximo de todos os ecetistas! Realizar assembleias regionais e estaduais!
    - Apurar a contabilidade da gestão retrasada do sindicato que tinha acusação de roubo! A atual gestão prometeu apurar e não fez! Vamos apurar através de uma comissão de trabalhadores de base tirada em assembleia!
    - Prestação de contas semestral do sindicato e com jornal impressso para toda a categoria!
    - Lutar para construir um corpo jurídico do sindicato!
    - Rodízio de verdade entre os liberados e não somente nas férias! Em momentos de greve o dirigente sindical ficará sem liberação sindical e sujeito a desconto como o peão de base, diferente do que ocorre agora onde os diretores liberados não têm descontos da greve!

    c) Fortalecer as lutas nacionais da categoria
    - Campanha salarial e campanha do PLR pra valer construída na base! Realizar a Copa PLR e Torneio Database de futebol e vôlei para fortalecer a unidade da categoria!
    - Lutar para que a ECT seja 100% pública, estatal e qualidade! Por um gestão democrática da empresa e pelo fim da politicagem!
    - Postal Saúde é Privatização! Correios Saúde é nosso!
    - Contra o PCCS 2008 e contra o SAP! Combater o boicote da ECT ao PCCS de 1995!
    - Fim das dobras! Mais contratações por concurso público!
    - Redução da jornada de trabalho para 30h semanais sem redução de salários!
    - Debate com a base sobre os rumos da FENTECT!
    - Lutar pelo Adicional de Insalubridade aos trabalhadores dos Correios que exercem atividades a céu aberto e são expostos ao sol e ao calor, com a aprovação em 2012, da Orientação Jurisprudencial nº 173 da SDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho-TST, que garante esse direito.
    - Lutar para aumentar o diferencial de mercado há anos que ele está congelado.

    d) Unir as lutas dos ecetistas com as demais categorias e ganhar força frente a governos e patrões
    - Fim do fator previdenciário! Em defesa da aposentadoria integral e com paridade de inativos e ativos! Pela reposição das perdas das aposentadorias!
    - Fim das privatizações e terceirizações! Contra o PL 4330/04 que terceirizará o trabalho de maneira indiscriminada! Em defesa do serviço público de qualidade!
    - Pela prisão e confisco dos bens dos corruptos e corruptores! Abaixo a corrupção!
    - Apoio as lutas que defendam terra, trabalho, moradia, renda e vida digna para todos! Por uma sociedade mais justa e igualitária!


    quarta-feira, 16 de abril de 2014

    Ronaldo Reis, demitido na experiência e o diretor Anderson Andrade

    O carteiro Ronaldo Reis, do CDD Ubatuba,  foi reintegrado à ECT, como resultado de ação judicial movida pelo Sintect-VP, com a ajuda do diretor sindical Crizante que representa a unidade.

    Ronaldo estava no período de experiência e mesmo assim foi demitido, a Empresa então teve que engolir a decisão judicial e reverter essa demissão.

    Ele não só foi reintegrado, como retornou no seu antigo local de trabalho (CDD Ubatuba) de cabeça erguida!

    A reintegração é mais uma vitória de todos os ecetistas!
    Seja na luta, na greve, nas mobilizações ou na Justiça, o Sindicato deve ser uma ferramenta da categoria.

    O Sintect-VP está de olho nas arbitrariedades da direção dos Correios e não podemos admitir que a Empresa faça com o trabalhador o que bem entender!

    Seguiremos na luta contra as demissões imotivadas e pelos direitos dos ecetistas!

    ECT teve que engolir reintegração de trabalhador demitido na experiência

    Postado As:  12:53  |  Em:    |  Mais informações »

    Ronaldo Reis, demitido na experiência e o diretor Anderson Andrade

    O carteiro Ronaldo Reis, do CDD Ubatuba,  foi reintegrado à ECT, como resultado de ação judicial movida pelo Sintect-VP, com a ajuda do diretor sindical Crizante que representa a unidade.

    Ronaldo estava no período de experiência e mesmo assim foi demitido, a Empresa então teve que engolir a decisão judicial e reverter essa demissão.

    Ele não só foi reintegrado, como retornou no seu antigo local de trabalho (CDD Ubatuba) de cabeça erguida!

    A reintegração é mais uma vitória de todos os ecetistas!
    Seja na luta, na greve, nas mobilizações ou na Justiça, o Sindicato deve ser uma ferramenta da categoria.

    O Sintect-VP está de olho nas arbitrariedades da direção dos Correios e não podemos admitir que a Empresa faça com o trabalhador o que bem entender!

    Seguiremos na luta contra as demissões imotivadas e pelos direitos dos ecetistas!

    quinta-feira, 10 de abril de 2014

    Agência da cidade de São Luiz do Paraitinga é alvo fácil para criminosos

    Na última segunda-feira, dia 7,  a AC de São Luiz do Paraitinga sofreu assalto e a ação dos bandidos foi tão violenta que deixou muitos trabalhadores em estado de choque.
    Na ocasião, homens armados invadiram o local, renderam os funcionários e efetuaram os roubos.

    Ninguém ficou ferido fisicamente, mas o trauma psicológico atingiu todos os trabalhadores que estavam na unidade no momento do assalto.

    Insegurança:

    As agências dos Correios são alvo fácil e um convite ao crime. 

    Principalmente depois do banco postal e das funções acumuladas pelos agentes comerciais. 

    A categoria presta serviços bancários mas os prédios não apresentam as mesmas condições de segurança que as agências de banco. 

    AC São Luiz do Paraitinga, assim como muitas outras unidades no Brasil, não tem porta giratória com detector de metais, segurança e o alarme é precário. 

    Acumular tarefas aos ecetistas a Empresa quer, mas se responsabilizar pela segurança e zelar pela vida dos trabalhadores a ECT não quer.

    Assalto na AC São Luiz do Paraitinga. Agências são alvo fácil e crimes abalam a categoria

    Postado As:  12:21  |  Em:    |  Mais informações »

    Agência da cidade de São Luiz do Paraitinga é alvo fácil para criminosos

    Na última segunda-feira, dia 7,  a AC de São Luiz do Paraitinga sofreu assalto e a ação dos bandidos foi tão violenta que deixou muitos trabalhadores em estado de choque.
    Na ocasião, homens armados invadiram o local, renderam os funcionários e efetuaram os roubos.

    Ninguém ficou ferido fisicamente, mas o trauma psicológico atingiu todos os trabalhadores que estavam na unidade no momento do assalto.

    Insegurança:

    As agências dos Correios são alvo fácil e um convite ao crime. 

    Principalmente depois do banco postal e das funções acumuladas pelos agentes comerciais. 

    A categoria presta serviços bancários mas os prédios não apresentam as mesmas condições de segurança que as agências de banco. 

    AC São Luiz do Paraitinga, assim como muitas outras unidades no Brasil, não tem porta giratória com detector de metais, segurança e o alarme é precário. 

    Acumular tarefas aos ecetistas a Empresa quer, mas se responsabilizar pela segurança e zelar pela vida dos trabalhadores a ECT não quer.

    quinta-feira, 27 de março de 2014

    Via: http://www.sindmetalsjc.org.br

    Documentos levantados pela Comissão da Verdade dos Metalúrgicos apontam troca de informações entre empresários e militares

    Mais de 300 pessoas tomaram o salão da Câmara para relembrar e denunciar os crimes cometidos durante o regime
    A poucos dias do aniversário de 50 anos do Golpe Militar de 64, a Comissão da Verdade dos Metalúrgicos apresentou documentos e depoimentos supreendentes que revelam o envolvimento de empresários na perseguição a trabalhadores do Vale do Paraíba.
    Trabalhadores e lideranças sindicais emocionaram os participantes do ato que reuniu cerca de 300 pessoas na Câmara Municipal de São José dos Campos, na quarta-feira, dia 26, para relembrar e denunciar os crimes cometidos durante o regime.
    Histórias de tortura, “caça às bruxas” e demissões confirmaram o que estava evidente nos papeis apresentados pela Comissão da Verdade dos Metalúrgicos. Foram 15 depoimentos e vários documentos que resgataram os anos de chumbo da ditadura militar.
    A comprovação de que empresários e militares da região trocavam informações vem dos relatórios da Cecose (Centro Comunitário de Segurança do Vale do Paraíba), que trazem a descrição de atividade de dirigentes sindicais e ativistas, dentro e fora das fábricas.
    Os trabalhadores que atuavam politicamente tinham seus dados compartilhados em reuniões desse órgão, que contavam com a participação de chefes de segurança, representantes de grandes empresas e militares (Aeronáutica, Exército, Polícia Militar).
    Os documentos apontam que o Cecose funcionou, pelo menos, entre os anos de 1983 e 1985. Suas reuniões eram mensais e ocorriam nas dependências das fábricas que compunham o Centro ou em locais por elas providenciados. Nas reuniões os representantes das empresas relatavam as assembleias, mobilizações, panfletagens, paralisações e greves que ocorriam na região. Era frequente a troca de informações sobre militantes, ativistas e demitidos políticos, que serviam de subsídio para a elaboração das chamadas "listas sujas".
    Um dos relatórios da reunião do órgão, de agosto de 1983, lista a participação de empresas como Embraer, Avibras, GM, Philips, Engesa, Petrobras, Johnson, dentre outras. Além do Cecose, a maioria dos documentos obtidos pela Comissão da Verdade dos Metalúrgicos provém de órgão da Aeronáutica (CTA e Escola de Especialistas da Aeronáutica).


    Perseguição e tortura
    Os primeiros depoimentos públicos de trabalhadores e ativistas da região relembram o horror e a perseguição sofridos na época.
    O ex-presidente do Sindicato, Ary Russo -- integrante da chapa de oposição que venceu as eleições em 1981, tirando a entidade do controle dos pelegos -- relembrou o horror da prisão, ainda nos tempos da juventude, quando atuava em Belo Horizonte.
    “Durante os 12 dias em que estive preso, fiquei mais de trinta horas pendurado no pau-de-arara, perdi 50% da audição do ouvido esquerdo, 60% do direito e todos os dentes”, relembrou emocionado. Quando saiu, ficou 45 dias internado em um hospital.
    Já em São José dos Campos, teve a casa “invadida e revirada” pelos militares e foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional, sendo condenado a seis anos de prisão, que não chegou a cumprir, já que o processo foi arquivado.
    A ex-metalúrgica da Ericsson, Maria Inês de Oliveira, que hoje integra a Comissão da Verdade do Sindicato, contou sobre a perseguição psicológica que sofreu. “Participei da greve de 79 e fui demitida assim que acabou minha licença maternidade. Com a caça às bruxas, não conseguia parar em nenhum emprego. Passei necessidade, até que chegou um ponto que tive que ir embora da cidade, fiquei muito visada”, contou.
    José Luiz Gonçalves, também ex-presidente do Sindicato, contou sobre o autoritarismo da GM e a presença de agentes do Serviço Nacional de Informações (SNI) na fábrica. “O comando de segurança da empresa era totalmente militarizado, não podíamos entrar na fábrica com qualquer tipo de jornal. Mesmo assim, fazíamos isso de forma clandestina”.
    Ernesto Gradella, ex-vereador e ex-deputado federal, também falou sobre a articulação entre militares e empresários para perseguir trabalhadores. “Após minha demissão da Metalúrgica Fi-El, fui procurar trabalho na Engesa. Lá, me pediram atestado de antecedentes do Dops e Deic (Departamento Estadual de Investigação Criminal). Por sorte consegui entrar. Comecei a trabalhar na segunda-feira e, na sexta, fui demitido porque descobriram quem eu era”, contou, referindo-se à presença de seu nome na “lista suja” que circulava entre as empresas.
    O ex-condutor da Viação São Bento, José Dias Campos falou sobre uma dentre tantas mobilizações das décadas de 70 e 80, por melhores condições de trabalho e contra o aumento do custo de vida. “Organizamos uma greve pelo direito de ir ao banheiro e não pagar pelos assaltos aos veículos das empresas em que trabalhávamos. Por conta disso, sofremos intervenção no Sindicato”. Na época, o Sindicato dos Condutores foi um dos primeiros do Vale a sofrer intervenção direta do Ministério do Trabalho, com todos os membros da diretoria afastados.
    As denúncias serão encaminhadas à Comissão Nacional da Verdade. A próxima rodada de depoimentos da Comissão da Verdade dos Metalúrgicos acontece no dia 2.
    Ato unitário
    Na parte da manhã, um ato unitário reuniu sindicalistas, autoridades e anistiados políticos da região para exigir justiça aos perseguidos pelo regime.
    A mesa do ato foi composta pela presidente da Câmara, a vereadora Amélia Naomi; o prefeito Carlinhos Almeida; os representantes da Comissão da Verdade Nacional (CNV), Sebastião Neto, e da estadual, Rafael Martinelli; Antônio Donizete da Comissão da Verdade dos Metalúrgicos de São José dos Campos; Luiz Carlos Prates, o Mancha, em nome da CSP-Conlutas; além de representantes de outras centrais como Intersindical, CUT, Força Sindical e UGT.
    Fotos: Claudio Vieira

    Documentos revelam ligação de empresas do Vale com ditadura militar

    Postado As:  15:42  |  Em:    |  Mais informações »

    Via: http://www.sindmetalsjc.org.br

    Documentos levantados pela Comissão da Verdade dos Metalúrgicos apontam troca de informações entre empresários e militares

    Mais de 300 pessoas tomaram o salão da Câmara para relembrar e denunciar os crimes cometidos durante o regime
    A poucos dias do aniversário de 50 anos do Golpe Militar de 64, a Comissão da Verdade dos Metalúrgicos apresentou documentos e depoimentos supreendentes que revelam o envolvimento de empresários na perseguição a trabalhadores do Vale do Paraíba.
    Trabalhadores e lideranças sindicais emocionaram os participantes do ato que reuniu cerca de 300 pessoas na Câmara Municipal de São José dos Campos, na quarta-feira, dia 26, para relembrar e denunciar os crimes cometidos durante o regime.
    Histórias de tortura, “caça às bruxas” e demissões confirmaram o que estava evidente nos papeis apresentados pela Comissão da Verdade dos Metalúrgicos. Foram 15 depoimentos e vários documentos que resgataram os anos de chumbo da ditadura militar.
    A comprovação de que empresários e militares da região trocavam informações vem dos relatórios da Cecose (Centro Comunitário de Segurança do Vale do Paraíba), que trazem a descrição de atividade de dirigentes sindicais e ativistas, dentro e fora das fábricas.
    Os trabalhadores que atuavam politicamente tinham seus dados compartilhados em reuniões desse órgão, que contavam com a participação de chefes de segurança, representantes de grandes empresas e militares (Aeronáutica, Exército, Polícia Militar).
    Os documentos apontam que o Cecose funcionou, pelo menos, entre os anos de 1983 e 1985. Suas reuniões eram mensais e ocorriam nas dependências das fábricas que compunham o Centro ou em locais por elas providenciados. Nas reuniões os representantes das empresas relatavam as assembleias, mobilizações, panfletagens, paralisações e greves que ocorriam na região. Era frequente a troca de informações sobre militantes, ativistas e demitidos políticos, que serviam de subsídio para a elaboração das chamadas "listas sujas".
    Um dos relatórios da reunião do órgão, de agosto de 1983, lista a participação de empresas como Embraer, Avibras, GM, Philips, Engesa, Petrobras, Johnson, dentre outras. Além do Cecose, a maioria dos documentos obtidos pela Comissão da Verdade dos Metalúrgicos provém de órgão da Aeronáutica (CTA e Escola de Especialistas da Aeronáutica).


    Perseguição e tortura
    Os primeiros depoimentos públicos de trabalhadores e ativistas da região relembram o horror e a perseguição sofridos na época.
    O ex-presidente do Sindicato, Ary Russo -- integrante da chapa de oposição que venceu as eleições em 1981, tirando a entidade do controle dos pelegos -- relembrou o horror da prisão, ainda nos tempos da juventude, quando atuava em Belo Horizonte.
    “Durante os 12 dias em que estive preso, fiquei mais de trinta horas pendurado no pau-de-arara, perdi 50% da audição do ouvido esquerdo, 60% do direito e todos os dentes”, relembrou emocionado. Quando saiu, ficou 45 dias internado em um hospital.
    Já em São José dos Campos, teve a casa “invadida e revirada” pelos militares e foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional, sendo condenado a seis anos de prisão, que não chegou a cumprir, já que o processo foi arquivado.
    A ex-metalúrgica da Ericsson, Maria Inês de Oliveira, que hoje integra a Comissão da Verdade do Sindicato, contou sobre a perseguição psicológica que sofreu. “Participei da greve de 79 e fui demitida assim que acabou minha licença maternidade. Com a caça às bruxas, não conseguia parar em nenhum emprego. Passei necessidade, até que chegou um ponto que tive que ir embora da cidade, fiquei muito visada”, contou.
    José Luiz Gonçalves, também ex-presidente do Sindicato, contou sobre o autoritarismo da GM e a presença de agentes do Serviço Nacional de Informações (SNI) na fábrica. “O comando de segurança da empresa era totalmente militarizado, não podíamos entrar na fábrica com qualquer tipo de jornal. Mesmo assim, fazíamos isso de forma clandestina”.
    Ernesto Gradella, ex-vereador e ex-deputado federal, também falou sobre a articulação entre militares e empresários para perseguir trabalhadores. “Após minha demissão da Metalúrgica Fi-El, fui procurar trabalho na Engesa. Lá, me pediram atestado de antecedentes do Dops e Deic (Departamento Estadual de Investigação Criminal). Por sorte consegui entrar. Comecei a trabalhar na segunda-feira e, na sexta, fui demitido porque descobriram quem eu era”, contou, referindo-se à presença de seu nome na “lista suja” que circulava entre as empresas.
    O ex-condutor da Viação São Bento, José Dias Campos falou sobre uma dentre tantas mobilizações das décadas de 70 e 80, por melhores condições de trabalho e contra o aumento do custo de vida. “Organizamos uma greve pelo direito de ir ao banheiro e não pagar pelos assaltos aos veículos das empresas em que trabalhávamos. Por conta disso, sofremos intervenção no Sindicato”. Na época, o Sindicato dos Condutores foi um dos primeiros do Vale a sofrer intervenção direta do Ministério do Trabalho, com todos os membros da diretoria afastados.
    As denúncias serão encaminhadas à Comissão Nacional da Verdade. A próxima rodada de depoimentos da Comissão da Verdade dos Metalúrgicos acontece no dia 2.
    Ato unitário
    Na parte da manhã, um ato unitário reuniu sindicalistas, autoridades e anistiados políticos da região para exigir justiça aos perseguidos pelo regime.
    A mesa do ato foi composta pela presidente da Câmara, a vereadora Amélia Naomi; o prefeito Carlinhos Almeida; os representantes da Comissão da Verdade Nacional (CNV), Sebastião Neto, e da estadual, Rafael Martinelli; Antônio Donizete da Comissão da Verdade dos Metalúrgicos de São José dos Campos; Luiz Carlos Prates, o Mancha, em nome da CSP-Conlutas; além de representantes de outras centrais como Intersindical, CUT, Força Sindical e UGT.
    Fotos: Claudio Vieira

    Raquel Paula, diretora do Sintec-VP entregou a carta durante visita da presidente em SJCampos
    O Sintect-VP entregou, nesta terça-feira, dia 25, uma carta à presidente Dilma Rousseff (PT), referente às reivindicações da categoria. Na carta, o Sindicato pede que a presidente barre a implementação da Postal Saúde, a suspensão do desconto no salário dos grevistas, o fim da compensação das horas paradas, a contratação de mais funcionários concursados para acabar com as dobras, melhores condições de trabalho para os ecetistas e pelo fim do impedimento de realizar as reuniões setoriais.

    O documento foi entregue pela diretora do Sindicato, Raquel Paula, que também acompanha a luta das mulheres do Pinheirinho por moradia.


    A presidente Dilma Rousseff esteve em São José dos Campos para a cerimônia de assinatura da ordem de serviço para a construção de 1.70 casas para as famílias que residiam no Pinheirinho.

    Confira na íntegra a carta entregue à presidente.




    Sintect-VP entrega pauta de reivindicações para a presidente Dilma

    Postado As:  15:20  |  Em:    |  Mais informações »

    Raquel Paula, diretora do Sintec-VP entregou a carta durante visita da presidente em SJCampos
    O Sintect-VP entregou, nesta terça-feira, dia 25, uma carta à presidente Dilma Rousseff (PT), referente às reivindicações da categoria. Na carta, o Sindicato pede que a presidente barre a implementação da Postal Saúde, a suspensão do desconto no salário dos grevistas, o fim da compensação das horas paradas, a contratação de mais funcionários concursados para acabar com as dobras, melhores condições de trabalho para os ecetistas e pelo fim do impedimento de realizar as reuniões setoriais.

    O documento foi entregue pela diretora do Sindicato, Raquel Paula, que também acompanha a luta das mulheres do Pinheirinho por moradia.


    A presidente Dilma Rousseff esteve em São José dos Campos para a cerimônia de assinatura da ordem de serviço para a construção de 1.70 casas para as famílias que residiam no Pinheirinho.

    Confira na íntegra a carta entregue à presidente.




    segunda-feira, 24 de março de 2014

    Encontro Nacional de Negras e Negros realizado no domingo, dia 23.
    O Encontro Nacional de Negras e Negros promovido pela CSP-Conlutas, foi um grande marco na reorganização do movimento negro do país. O evento aconteceu no último domingo, dia 23, na quadra dos metroviários em São Paulo, e reuniu caravanas de diversas cidades para debater temas como a violência e as lutas na Copa do Mundo.
    Após as discussões, foram aprovadas as resoluções contra a violência racista na copa e as estratégias de organização dos negros e negras de luta, que protestavam “Chega racismo, exploração e dinheiro para a Copa”. 
    "Enquanto o povo sofre com a exploração e a desigualdade social, o governo destinou uma quantia de dinheiro exorbitante para a realização da Copa do Mundo. Foram mais de 34 bilhões para construção e reforma dos estádios, enquanto a população sobrevive sem moradia, saúde e educação. Não vamos pagar essa conta! Da copa eu abro mão!" disse Raquel Paula, diretora do Sintect-VP 

    Além das intervenções, o evento também contou com apresentações artísticas e culturais da origem do povo negro, como a roda de capoeira. Mas um dos pontos altos do Encontro foi o minuto de silêncio aos lutadores que já faleceram e a emoção tomou conta do plenário. Foram lembrados nomes como o de Zumbi dos Palmares, Rosa Park, e Solano Trindade. Também foram lembradas as mulheres que faleceram recentemente e se tornaram símbolo da luta contra o racismo e machismo, como Claudia e Sandra, entre outros.

    o membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas, Julio Condaque,  resgatou seu histórico de mais de 25 anos de militância. “Para nós que temos mais tempo de luta esse encontro representa um marco. Podem ter certeza que nós incomodamos o governo”, declarou.

    Confira abaixo as resoluções aprovadas:

    Resolução sobre a violência racista e a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza
    Considerando:
    1. Que a violência, nas suas mais diversas manifestações, tem marcado a vida e a história de negros e negras desde que nossos ancestrais foram sequestrados da África, num projeto perverso e cruel que tentou, desde sempre, “coisificá-los” e desumanizá-los para satisfazer os interesses da elite branca capitalista.
    2. Que, após quase 400 anos de escravidão, negros e negras ingressaram no mundo do trabalho assalariado predominantemente nos serviços mais pesados e precarizados, quando não no completo desemprego e marginalização, ficando expostos às piores condições de vida e, consequentemente, imersos na violência cotidiana das moradias precárias, do transporte desumano, da falta de acesso à saúde, à educação ou qualquer tipo de direitos ou serviços.
    3. Que as políticas compensatórias e reformistas desenvolvidas nos 10 anos de governo da Frente Popular não têm contribuído para reverter esta situação. Pelo contrário, a adoção do projeto neoliberal pelo governo petista, só tem acirrado o racismo e suas consequências, em particular a violência.
    4. Que, desde o início, o projeto da Copa construído pelos governos (federal, estaduais e municipais) e a FIFA (em benefício dos empresários e banqueiros) tem significado um acirramento desta violência em relação a todos os trabalhadores, mas particularmente em relação aos mais explorados e oprimidos, através, por exemplo, de despejos, ataques higienistas (remoções forçadas, expulsão de pobres – majoritariamente negros e negras – dos centros das cidades-sede etc.) e a quilombos e comunidades de povos originários.
     
    5. Que, também como reflexo da Copa, negros e negras tem sido ainda mais expostos a trabalhados insalubres e perigosos, sendo a maioria daqueles que fazem os serviços mais pesados na construção civil e nas obras do PAC, nas terceirizadas, bem como nos serviços de limpeza etc. O que, particularmente na construção dos estádios, já resultou na morte de vários operários.
    6. Que, na atual situação, a população negra é vítima cotidiana de um processo de genocídio e higienização social que atravessa todas as políticas do governo petistas e seus aliados e cujos efeitos podem ser constatados em dados como os seguintes: a) a possibilidade de um jovem negro ser assassinado no Brasil é 135% maior do que a de um branco (dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade – 53,3% — dos 49.932 mortos por homicídios, no Brasil, em 2010, eram jovens, dos quais 76,6% eram negros; b) segundo o “Mapa da Violência, 2012”, entre 2002 a 2010 foram registrados\ 272.422 assassinatos de negros, sendo 34.893 só em 2010 e que, como exemplo da cumplicidade da Frente Popular, entre 2002 e 2010 houve uma redução de 24,8% nos homicídios de jovens brancos entre 15 e 24 anos, contra um aumento de 36% no assassinato de negros.
    7. Que, como também temos presenciado, a imposição do projeto da Copa, bem como a crescente insatisfação popular, particularmente a partir de Junho de 2013, têm sido encarados pelos governos com um grau sem precedentes de repressão aos movimentos sociais e o emprego de forma cada vez mais violenta da Política Militar e dos aparatos de repressão (orientados e amparados pela fascista “Lei de Garantia e da Ordem”), o que já resultou em milhares de presos, centenas de feridos e, inclusive, mortos entre os que saíram às ruas para protestar. Que este projeto tem se combinado com processos anteriores, como, por exemplo, a implementação da UPPS’s no Rio de Janeiro, que já significaram um aumento enorme nos índices de genocídio da juventude negra e repressão da população em geral. Uma situação que tem feito que ganhe cada vez mais força a reivindicação pelo fim das PM e forças de repressão.
    8. Que Amarildo, Douglas, Jean e, recentemente, Claudia, dentre tantos outros, são lamentáveis exemplos do processo de genocídio a que nos referimos e do destino que o governo petista e o sistema que ele defende reserva a negros e negras.
     
    9. Que a combinação de todos os fatores da atual conjuntura tem aumentado a polarização racial no país (tanto através do aumento de ataques quanto do maior número de denúncias), algo expresso em lamentáveis exemplos como a de jovens negros acorrentados a postes (e, ainda, atacados pela mídia, como foi o caso da jornalista Sherazade, do SBT); violentos ataques racistas nos campos de futebol etc.
    10. Que toda e qualquer forma de violência é particularmente perversa em relação às mulheres negras entre as quais a combinação de racismo e machismo resulta em ataques físicos, assédio moral e sexual, super exploração etc. Algo que, como já temos visto, só tem piorado com a Copa do Mundo, particularmente no que se refere à exposição ao turismo e à exploração sexual (como ficou evidente na asquerosa camiseta comercializada pela Adidas).
    11. Que a CSP-Conlutas e as entidades a ela filiadas, desde sua fundação e em seus princípios, defendem a luta contra toda forma de opressão e suas consequências no cotidiano da vida dos trabalhadores e da juventude, através da ação direta e na luta pela reorganização sindical e política dos movimentos, dentro de uma perspectiva classista e de transformação socialista da sociedade.
    O I Encontro do Setorial Negros e Negras da CSP-Conlutas resolve:
     
    1. Desenvolver uma ampla campanha, na base da CSP-Conlutas e em aliança com as organizações que se articularam em torno do Espaço Unidade de Ação e do movimento negro combativo em torno do tema“Chega de dinheiro para os patrões, banqueiros e a FIFA: contra violência racista na Copa!”, englobando todos os aspectos da violência (inclusive a provocada pela falta de acesso aos serviços públicos básicos), mas centrada no tema do genocídio negro e do avanço do aumento da repressão e da militarização.
    2. Que a Campanha tenha como base o mesmo calendário de lutas que será aprovado no Encontro do Espaço Unidade de Ação, o que significa, por exemplo, a confecção de faixas voltadas para o tema para os atos, a formação de colunas de negros e negras nestas atividades e a inclusão dos temas da Campanha em todos os materiais e debates que promovamos neste período, procurando apoiar-se tanto nos dados gerais quanto naqueles específicos a cada setor ou categoria.
    3. Que um dos eixos desta campanha seja a luta pela desmilitarização das polícias, visando o fim de todas as polícias.
    4. Que durante a campanha seja dada a devida ênfase e particularidade ao tema do turismo sexual e a luta contra violência à mulher negra e às mulheres trans e conseqüente mercantilização de seus corpos.
     
    5. Que, como parte da campanha, sejam tomadas iniciativas institucionais tanto como forma de denúncia como para apoiar as vítimas (apoio jurídico, denúncia às cortes internacionais) e defender, juridicamente, os companheiros e companheiras que têm sido criminalizados.
     
    6. Fortalecer a luta pela descriminalização das drogas e fim do tráfico, pois são uma das principais justificativas para o extermínio da população negra.
     
    7. Aprofundar a discussão e atuar para fortalecer a autodefesa e resistência do movimento, contra a repressão policial nas manifestações e periferias.
    8. Combate a discriminação religiosa, que também se materializa em preconceito e violência contra o povo negro e sua cultura.
    9. Combate ao racismo institucional, que respalda a violência racista e promulga o mito da democracia racial por meio de várias instituições (como a escola e a imprensa) e também, na forma de não fazer valer os direitos já conquistados pela população negra, como a aplicação da Lei nº10.639 e o trato do racismo como crime.
    Segunda resolução
     
    Resolução sobre a organização de negros e negras na estrutura e base da CSP-Conlutas
     
    Considerando:
     
    1.       Que, no interior dos movimentos sociais – sindical, estudantil, de mulheres, LGBT, popular etc. –, um dos principais reflexos do “mito da democracia” é a “invisibilização” da questão racial em todos seus aspectos – da história às reais condições de vida de negros e negras –, o que faz com que a abordagem sobre os temas relacionados ao racismo seja formal, secundarizada ou simplesmente menosprezada.
     
    2.       Que reverter esta situação é uma tarefa extremamente difícil, já que esta postura está profundamente enraizada na própria história dos movimentos operário e sociais do Brasil, particularmente pela forte tradição que o populismo (fortemente alicerçado no mito da democracia racial) e o stalinismo (que , na prática, sempre se recusou a fazer um debate de raça e classe) tiveram em nossa história.
    3.       Que os efeitos sociais, econômicos e ideológicos do racismo têm como uma de suas consequências a maior dificuldade que negros – e muito particularmente as mulheres negras – têm em se organizar e participar do dia a dia das entidades do movimento, o que se reflete na presença “racialmente desproporcional” nas direções e inclusive militância das categorias (o que pode ser facilmente verificado particularmente naquelas em que a base é formada majoritariamente por negros e negras).
    4.       Que a ideologia racista está profundamente enraizada no interior da classe trabalhadora e da juventude (sendo propagandeada cotidianamente pelos instrumentos de “formação” da burguesia, como o sistema educacional, os meios de comunicação etc.), o que faz com que, pela falta de um “contradiscurso” (classista e anti-racista), trabalhadores e jovens reproduzam toda e qualquer forma de preconceitos e discriminação, o que, evidentemente, divide a classe e os lutadores.
    5.       Que, em consequência de tudo isto, negros e negras têm enormes dificuldades para se identificar com os movimentos (e, consequentemente, suas políticas), exatamente por não “se verem” na estrutura e atuação das entidades, o que é um enorme obstáculo para qualquer projeto de mudança social em um país composto majoritariamente por negros e negras.
    6.       Que a CSP-Conlutas, desde seu processo de fundação, tem se caracterizado por lutar para romper esta tradição, a começar pelo seu caráter “sindical e popular” e a inclusão, em suas fileiras, dos movimentos de combate ao machismo, ao racismo e à homofobia. Contudo, exatamente pelos motivos apontados acima, este é um processo extremamente difícil que necessita medidas concretas e permanentes que busquem trazer negros e negras para nossas fileiras.
    7.       Que a realização dos Encontros do Espaço de Unidade de Ação e do Encontro de Negros e Negras da CSP-Conlutas e, principalmente, as mobilizações que ocorreram no próximo período, irão, certamente, colocar milhares de negros e negras em contato com a Central e suas entidades, muitos deles procurando uma alternativa de organização.
    O I Encontro do Setorial de Negros e Negras resolve:
     
    1. Que as direções de todas as instâncias da CSP-Conlutas – suas coordenações nacional, estaduais e regionais; as diretorias sindicais; as coordenações dos movimentos popular, estudantil, LGBT e de mulheres e dos grupos do movimento negro combativo; bem como as minorias e oposições – tenham como uma de suas tarefas prioritárias a organização e implementação da Campanha contra a violência racistas na Copa, que deve ser tomada como parte de uma política permanente de incentivo à construção de Secretarias, Setoriais, Coletivos ou qualquer outra forma de estrutura destinada a organizar negros e negras, no interior das entidades, na base das categorias e setores (como os movimentos negros etc.). Essa Campanha deve continuar após a Copa, denunciando o extermínio da juventude e do povo negro da periferia, que já acontecia antes da Copa e que se refletiu nos casos do Amarildo, Douglas, Jean e Claudia.
    2. Que a exemplo do que já foi feito em algumas entidades – como a Secretaria de Combate ao Racismo do Sindicato dos Metroviários (SP) – as entidades filiadas a CSP-Conlutas realizem censos e pesquisas que auxiliem a entidade a fazer uma análise mais objetiva e concreta da situação de negros e negras em suas bases, com objetivo de construir políticas concretas que respondam à “realidade racial” da categoria e suas demandas.
    4. Que as instâncias da CSP-Conlutas – a começar por suas coordenações – promovam uma política de formação em torno do tema racial, através de cursos e palestras que visem atacar os problemas apontados acima. Neste sentido, estes cursos devem abordar tantos aspectos ideológicos e históricos, como também servir para armar a militância para o cotidiano de suas lutas e atividades, como, por exemplo, atividades de formação em torno de temas como “saúde da população negra”, “aplicação da lei 10.369”, “comunidades quilombolas” etc. Estes cursos devem ser formulados em parceria com o Setorial e aliados da CSP-Conlutas nos projetos de formação, como o Ilaese; como também em propostas formuladas pelos membros do Setorial, como o curso “Globalização e Racismo”, que já vem sendo oferecido pelo Quilombo Raça e Classe.
    5. Que além de garantir publicações especiais nas datas simbólicas da luta contra o racismo – Dia Internacional de Combate ao Racismo (21/03), Dia 14 de maio Dia de discussão e de luta pós fim da escravidão; Dia de Protesto Contra a Ocupação do Haiti (01/07), Dia latino americano e caribenho da Mulher Negra (25/07) e Dia Nacional da Consciência Negra (20/11) – as instâncias da CSP-Conlutas adotem a política de publicar regularmente materiais (como cartilhas, boletins especiais etc.) que auxiliem no debate sobre o racismo e na armação da militância. No mesmo sentido, que, em base a dados concretos, se procure sempre dar um “corte” de raça e classe nos materiais publicados regularmente pelas entidades (jornais, boletins etc.).
    6. Que nos processos eleitorais, as chapas em que os militantes da CSP-Conlutas participem abordem o tema racial em seus programas e debates.
    7.Que, como parte de seus esforços internacionalistas, a CSP-Conlutas – a exemplo do que vem sendo feito, através de viagens a Inglaterra e a África do Sul – estimule a troca de experiência e o desenvolvimento de parcerias e campanhas em relação ao racismo, tema que deve ser levado a todas iniciativas internacionais que a Central tem desenvolvido.
    8.       Que a CSP-Conlutas discuta nas suas instâncias a realização de encontros de negros e negras com mais freqüência e que reflita nos seus congressos esse debate.
    9.     Incentivar a construção de espaços de auto-organização de negras e negros para que sejamos protagonistas das construção das lutas.
    10. Incentivar a construção de comitês de base que organizem as lutas das negras e negros e nível local, acumulando para futuros encontros nacionais.
    11.   Campanha contra a impunidade e pelo julgamento dos assassinos de Quilombolas (negros e índios). Contra a violência no campo e pela Reforma Agrária.

    Encontro Nacional de Negras e Negros trava luta contra a violência

    Postado As:  08:11  |  Em:    |  Mais informações »

    Encontro Nacional de Negras e Negros realizado no domingo, dia 23.
    O Encontro Nacional de Negras e Negros promovido pela CSP-Conlutas, foi um grande marco na reorganização do movimento negro do país. O evento aconteceu no último domingo, dia 23, na quadra dos metroviários em São Paulo, e reuniu caravanas de diversas cidades para debater temas como a violência e as lutas na Copa do Mundo.
    Após as discussões, foram aprovadas as resoluções contra a violência racista na copa e as estratégias de organização dos negros e negras de luta, que protestavam “Chega racismo, exploração e dinheiro para a Copa”. 
    "Enquanto o povo sofre com a exploração e a desigualdade social, o governo destinou uma quantia de dinheiro exorbitante para a realização da Copa do Mundo. Foram mais de 34 bilhões para construção e reforma dos estádios, enquanto a população sobrevive sem moradia, saúde e educação. Não vamos pagar essa conta! Da copa eu abro mão!" disse Raquel Paula, diretora do Sintect-VP 

    Além das intervenções, o evento também contou com apresentações artísticas e culturais da origem do povo negro, como a roda de capoeira. Mas um dos pontos altos do Encontro foi o minuto de silêncio aos lutadores que já faleceram e a emoção tomou conta do plenário. Foram lembrados nomes como o de Zumbi dos Palmares, Rosa Park, e Solano Trindade. Também foram lembradas as mulheres que faleceram recentemente e se tornaram símbolo da luta contra o racismo e machismo, como Claudia e Sandra, entre outros.

    o membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas, Julio Condaque,  resgatou seu histórico de mais de 25 anos de militância. “Para nós que temos mais tempo de luta esse encontro representa um marco. Podem ter certeza que nós incomodamos o governo”, declarou.

    Confira abaixo as resoluções aprovadas:

    Resolução sobre a violência racista e a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza
    Considerando:
    1. Que a violência, nas suas mais diversas manifestações, tem marcado a vida e a história de negros e negras desde que nossos ancestrais foram sequestrados da África, num projeto perverso e cruel que tentou, desde sempre, “coisificá-los” e desumanizá-los para satisfazer os interesses da elite branca capitalista.
    2. Que, após quase 400 anos de escravidão, negros e negras ingressaram no mundo do trabalho assalariado predominantemente nos serviços mais pesados e precarizados, quando não no completo desemprego e marginalização, ficando expostos às piores condições de vida e, consequentemente, imersos na violência cotidiana das moradias precárias, do transporte desumano, da falta de acesso à saúde, à educação ou qualquer tipo de direitos ou serviços.
    3. Que as políticas compensatórias e reformistas desenvolvidas nos 10 anos de governo da Frente Popular não têm contribuído para reverter esta situação. Pelo contrário, a adoção do projeto neoliberal pelo governo petista, só tem acirrado o racismo e suas consequências, em particular a violência.
    4. Que, desde o início, o projeto da Copa construído pelos governos (federal, estaduais e municipais) e a FIFA (em benefício dos empresários e banqueiros) tem significado um acirramento desta violência em relação a todos os trabalhadores, mas particularmente em relação aos mais explorados e oprimidos, através, por exemplo, de despejos, ataques higienistas (remoções forçadas, expulsão de pobres – majoritariamente negros e negras – dos centros das cidades-sede etc.) e a quilombos e comunidades de povos originários.
     
    5. Que, também como reflexo da Copa, negros e negras tem sido ainda mais expostos a trabalhados insalubres e perigosos, sendo a maioria daqueles que fazem os serviços mais pesados na construção civil e nas obras do PAC, nas terceirizadas, bem como nos serviços de limpeza etc. O que, particularmente na construção dos estádios, já resultou na morte de vários operários.
    6. Que, na atual situação, a população negra é vítima cotidiana de um processo de genocídio e higienização social que atravessa todas as políticas do governo petistas e seus aliados e cujos efeitos podem ser constatados em dados como os seguintes: a) a possibilidade de um jovem negro ser assassinado no Brasil é 135% maior do que a de um branco (dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade – 53,3% — dos 49.932 mortos por homicídios, no Brasil, em 2010, eram jovens, dos quais 76,6% eram negros; b) segundo o “Mapa da Violência, 2012”, entre 2002 a 2010 foram registrados\ 272.422 assassinatos de negros, sendo 34.893 só em 2010 e que, como exemplo da cumplicidade da Frente Popular, entre 2002 e 2010 houve uma redução de 24,8% nos homicídios de jovens brancos entre 15 e 24 anos, contra um aumento de 36% no assassinato de negros.
    7. Que, como também temos presenciado, a imposição do projeto da Copa, bem como a crescente insatisfação popular, particularmente a partir de Junho de 2013, têm sido encarados pelos governos com um grau sem precedentes de repressão aos movimentos sociais e o emprego de forma cada vez mais violenta da Política Militar e dos aparatos de repressão (orientados e amparados pela fascista “Lei de Garantia e da Ordem”), o que já resultou em milhares de presos, centenas de feridos e, inclusive, mortos entre os que saíram às ruas para protestar. Que este projeto tem se combinado com processos anteriores, como, por exemplo, a implementação da UPPS’s no Rio de Janeiro, que já significaram um aumento enorme nos índices de genocídio da juventude negra e repressão da população em geral. Uma situação que tem feito que ganhe cada vez mais força a reivindicação pelo fim das PM e forças de repressão.
    8. Que Amarildo, Douglas, Jean e, recentemente, Claudia, dentre tantos outros, são lamentáveis exemplos do processo de genocídio a que nos referimos e do destino que o governo petista e o sistema que ele defende reserva a negros e negras.
     
    9. Que a combinação de todos os fatores da atual conjuntura tem aumentado a polarização racial no país (tanto através do aumento de ataques quanto do maior número de denúncias), algo expresso em lamentáveis exemplos como a de jovens negros acorrentados a postes (e, ainda, atacados pela mídia, como foi o caso da jornalista Sherazade, do SBT); violentos ataques racistas nos campos de futebol etc.
    10. Que toda e qualquer forma de violência é particularmente perversa em relação às mulheres negras entre as quais a combinação de racismo e machismo resulta em ataques físicos, assédio moral e sexual, super exploração etc. Algo que, como já temos visto, só tem piorado com a Copa do Mundo, particularmente no que se refere à exposição ao turismo e à exploração sexual (como ficou evidente na asquerosa camiseta comercializada pela Adidas).
    11. Que a CSP-Conlutas e as entidades a ela filiadas, desde sua fundação e em seus princípios, defendem a luta contra toda forma de opressão e suas consequências no cotidiano da vida dos trabalhadores e da juventude, através da ação direta e na luta pela reorganização sindical e política dos movimentos, dentro de uma perspectiva classista e de transformação socialista da sociedade.
    O I Encontro do Setorial Negros e Negras da CSP-Conlutas resolve:
     
    1. Desenvolver uma ampla campanha, na base da CSP-Conlutas e em aliança com as organizações que se articularam em torno do Espaço Unidade de Ação e do movimento negro combativo em torno do tema“Chega de dinheiro para os patrões, banqueiros e a FIFA: contra violência racista na Copa!”, englobando todos os aspectos da violência (inclusive a provocada pela falta de acesso aos serviços públicos básicos), mas centrada no tema do genocídio negro e do avanço do aumento da repressão e da militarização.
    2. Que a Campanha tenha como base o mesmo calendário de lutas que será aprovado no Encontro do Espaço Unidade de Ação, o que significa, por exemplo, a confecção de faixas voltadas para o tema para os atos, a formação de colunas de negros e negras nestas atividades e a inclusão dos temas da Campanha em todos os materiais e debates que promovamos neste período, procurando apoiar-se tanto nos dados gerais quanto naqueles específicos a cada setor ou categoria.
    3. Que um dos eixos desta campanha seja a luta pela desmilitarização das polícias, visando o fim de todas as polícias.
    4. Que durante a campanha seja dada a devida ênfase e particularidade ao tema do turismo sexual e a luta contra violência à mulher negra e às mulheres trans e conseqüente mercantilização de seus corpos.
     
    5. Que, como parte da campanha, sejam tomadas iniciativas institucionais tanto como forma de denúncia como para apoiar as vítimas (apoio jurídico, denúncia às cortes internacionais) e defender, juridicamente, os companheiros e companheiras que têm sido criminalizados.
     
    6. Fortalecer a luta pela descriminalização das drogas e fim do tráfico, pois são uma das principais justificativas para o extermínio da população negra.
     
    7. Aprofundar a discussão e atuar para fortalecer a autodefesa e resistência do movimento, contra a repressão policial nas manifestações e periferias.
    8. Combate a discriminação religiosa, que também se materializa em preconceito e violência contra o povo negro e sua cultura.
    9. Combate ao racismo institucional, que respalda a violência racista e promulga o mito da democracia racial por meio de várias instituições (como a escola e a imprensa) e também, na forma de não fazer valer os direitos já conquistados pela população negra, como a aplicação da Lei nº10.639 e o trato do racismo como crime.
    Segunda resolução
     
    Resolução sobre a organização de negros e negras na estrutura e base da CSP-Conlutas
     
    Considerando:
     
    1.       Que, no interior dos movimentos sociais – sindical, estudantil, de mulheres, LGBT, popular etc. –, um dos principais reflexos do “mito da democracia” é a “invisibilização” da questão racial em todos seus aspectos – da história às reais condições de vida de negros e negras –, o que faz com que a abordagem sobre os temas relacionados ao racismo seja formal, secundarizada ou simplesmente menosprezada.
     
    2.       Que reverter esta situação é uma tarefa extremamente difícil, já que esta postura está profundamente enraizada na própria história dos movimentos operário e sociais do Brasil, particularmente pela forte tradição que o populismo (fortemente alicerçado no mito da democracia racial) e o stalinismo (que , na prática, sempre se recusou a fazer um debate de raça e classe) tiveram em nossa história.
    3.       Que os efeitos sociais, econômicos e ideológicos do racismo têm como uma de suas consequências a maior dificuldade que negros – e muito particularmente as mulheres negras – têm em se organizar e participar do dia a dia das entidades do movimento, o que se reflete na presença “racialmente desproporcional” nas direções e inclusive militância das categorias (o que pode ser facilmente verificado particularmente naquelas em que a base é formada majoritariamente por negros e negras).
    4.       Que a ideologia racista está profundamente enraizada no interior da classe trabalhadora e da juventude (sendo propagandeada cotidianamente pelos instrumentos de “formação” da burguesia, como o sistema educacional, os meios de comunicação etc.), o que faz com que, pela falta de um “contradiscurso” (classista e anti-racista), trabalhadores e jovens reproduzam toda e qualquer forma de preconceitos e discriminação, o que, evidentemente, divide a classe e os lutadores.
    5.       Que, em consequência de tudo isto, negros e negras têm enormes dificuldades para se identificar com os movimentos (e, consequentemente, suas políticas), exatamente por não “se verem” na estrutura e atuação das entidades, o que é um enorme obstáculo para qualquer projeto de mudança social em um país composto majoritariamente por negros e negras.
    6.       Que a CSP-Conlutas, desde seu processo de fundação, tem se caracterizado por lutar para romper esta tradição, a começar pelo seu caráter “sindical e popular” e a inclusão, em suas fileiras, dos movimentos de combate ao machismo, ao racismo e à homofobia. Contudo, exatamente pelos motivos apontados acima, este é um processo extremamente difícil que necessita medidas concretas e permanentes que busquem trazer negros e negras para nossas fileiras.
    7.       Que a realização dos Encontros do Espaço de Unidade de Ação e do Encontro de Negros e Negras da CSP-Conlutas e, principalmente, as mobilizações que ocorreram no próximo período, irão, certamente, colocar milhares de negros e negras em contato com a Central e suas entidades, muitos deles procurando uma alternativa de organização.
    O I Encontro do Setorial de Negros e Negras resolve:
     
    1. Que as direções de todas as instâncias da CSP-Conlutas – suas coordenações nacional, estaduais e regionais; as diretorias sindicais; as coordenações dos movimentos popular, estudantil, LGBT e de mulheres e dos grupos do movimento negro combativo; bem como as minorias e oposições – tenham como uma de suas tarefas prioritárias a organização e implementação da Campanha contra a violência racistas na Copa, que deve ser tomada como parte de uma política permanente de incentivo à construção de Secretarias, Setoriais, Coletivos ou qualquer outra forma de estrutura destinada a organizar negros e negras, no interior das entidades, na base das categorias e setores (como os movimentos negros etc.). Essa Campanha deve continuar após a Copa, denunciando o extermínio da juventude e do povo negro da periferia, que já acontecia antes da Copa e que se refletiu nos casos do Amarildo, Douglas, Jean e Claudia.
    2. Que a exemplo do que já foi feito em algumas entidades – como a Secretaria de Combate ao Racismo do Sindicato dos Metroviários (SP) – as entidades filiadas a CSP-Conlutas realizem censos e pesquisas que auxiliem a entidade a fazer uma análise mais objetiva e concreta da situação de negros e negras em suas bases, com objetivo de construir políticas concretas que respondam à “realidade racial” da categoria e suas demandas.
    4. Que as instâncias da CSP-Conlutas – a começar por suas coordenações – promovam uma política de formação em torno do tema racial, através de cursos e palestras que visem atacar os problemas apontados acima. Neste sentido, estes cursos devem abordar tantos aspectos ideológicos e históricos, como também servir para armar a militância para o cotidiano de suas lutas e atividades, como, por exemplo, atividades de formação em torno de temas como “saúde da população negra”, “aplicação da lei 10.369”, “comunidades quilombolas” etc. Estes cursos devem ser formulados em parceria com o Setorial e aliados da CSP-Conlutas nos projetos de formação, como o Ilaese; como também em propostas formuladas pelos membros do Setorial, como o curso “Globalização e Racismo”, que já vem sendo oferecido pelo Quilombo Raça e Classe.
    5. Que além de garantir publicações especiais nas datas simbólicas da luta contra o racismo – Dia Internacional de Combate ao Racismo (21/03), Dia 14 de maio Dia de discussão e de luta pós fim da escravidão; Dia de Protesto Contra a Ocupação do Haiti (01/07), Dia latino americano e caribenho da Mulher Negra (25/07) e Dia Nacional da Consciência Negra (20/11) – as instâncias da CSP-Conlutas adotem a política de publicar regularmente materiais (como cartilhas, boletins especiais etc.) que auxiliem no debate sobre o racismo e na armação da militância. No mesmo sentido, que, em base a dados concretos, se procure sempre dar um “corte” de raça e classe nos materiais publicados regularmente pelas entidades (jornais, boletins etc.).
    6. Que nos processos eleitorais, as chapas em que os militantes da CSP-Conlutas participem abordem o tema racial em seus programas e debates.
    7.Que, como parte de seus esforços internacionalistas, a CSP-Conlutas – a exemplo do que vem sendo feito, através de viagens a Inglaterra e a África do Sul – estimule a troca de experiência e o desenvolvimento de parcerias e campanhas em relação ao racismo, tema que deve ser levado a todas iniciativas internacionais que a Central tem desenvolvido.
    8.       Que a CSP-Conlutas discuta nas suas instâncias a realização de encontros de negros e negras com mais freqüência e que reflita nos seus congressos esse debate.
    9.     Incentivar a construção de espaços de auto-organização de negras e negros para que sejamos protagonistas das construção das lutas.
    10. Incentivar a construção de comitês de base que organizem as lutas das negras e negros e nível local, acumulando para futuros encontros nacionais.
    11.   Campanha contra a impunidade e pelo julgamento dos assassinos de Quilombolas (negros e índios). Contra a violência no campo e pela Reforma Agrária.

    segunda-feira, 17 de março de 2014

    CDD Pinda: Um milhão de objetos e 35 mil sedex parados
    Apesar da ECT alegar que apenas 5% dos trabalhadores aderiram à greve, as imagens acabam com esta afirmação contraditória da Empresa.

    Na volta ao setor, trabalhadores do CDD Pinda que estavam em greve, se depararam com esta imagem um tanto quanto assustadora, mas que é reflexo da greve mais duradoura da história dos Correios.
    Foram contabilizados aproximadamente um milhão de objetos e 35 mil sedex parados. 


    Desorganização da gerência
    Esta imagem também ilustra mais um problema enfrentado pelos ecetistas, a desorganização de sua chefia. 
    Durante a greve, a direção dos Correios liberou trabalhadores até de outros estados que não estavam na greve, para prestar serviços nas unidades com trabalhadores em luta. 
    E mesmo assim, a gerência permitiu que alguns setores ficassem a beira do caos.

    Não só pela quantidade de correspondências paradas, mas também pela disposição dos objetos espalhados desordenadamente por todo o galpão do CDD Pinda. Isso prova não só a desorganização, mas também a falta de vontade que a chefia tem de colaborar com a luta dos trabalhadores.

    Além disso, esta mesma unidade há tempos sofre com a falta de estrutura do prédio e com a falta de 7 funcionários, o que afeta vários distritos que estão descobertos.
    Antes da greve, o CAE Adalberto havia prometido, ao menos 4 carteiros para reforço no setor e após todo esse tempo, trabalhadores denunciam que os problemas continuam e sequer o reforço de ecetistas foi cumprido.

    Luta Justa e necessária
    Após 43 dias de greve, ainda é cedo para fazer um balanço detalhado, mas lutar para manter o maior benefício que nossa categoria tem - O plano de saúde "Correios Saúde", já é o suficiente para mobilizar boa parte da categoria que pensa em suas famílias e no futuro do convênio médico.
    Contudo, o governo Dilma e a direção da ECT, querem privatizar o benefício criando uma subsidiária. Assim, a empresa deixaria de ser a administradora do plano e passaria o comando para uma terceirizada, a "Postal Saúde".

    Confira mais imagens do caos no setor:











    Retorno ao trabalho: Apesar da empresa alegar pouca adesão à greve, Pindamonhangaba tem um milhão de objetos parados

    Postado As:  06:33  |  Em:    |  Mais informações »

    CDD Pinda: Um milhão de objetos e 35 mil sedex parados
    Apesar da ECT alegar que apenas 5% dos trabalhadores aderiram à greve, as imagens acabam com esta afirmação contraditória da Empresa.

    Na volta ao setor, trabalhadores do CDD Pinda que estavam em greve, se depararam com esta imagem um tanto quanto assustadora, mas que é reflexo da greve mais duradoura da história dos Correios.
    Foram contabilizados aproximadamente um milhão de objetos e 35 mil sedex parados. 


    Desorganização da gerência
    Esta imagem também ilustra mais um problema enfrentado pelos ecetistas, a desorganização de sua chefia. 
    Durante a greve, a direção dos Correios liberou trabalhadores até de outros estados que não estavam na greve, para prestar serviços nas unidades com trabalhadores em luta. 
    E mesmo assim, a gerência permitiu que alguns setores ficassem a beira do caos.

    Não só pela quantidade de correspondências paradas, mas também pela disposição dos objetos espalhados desordenadamente por todo o galpão do CDD Pinda. Isso prova não só a desorganização, mas também a falta de vontade que a chefia tem de colaborar com a luta dos trabalhadores.

    Além disso, esta mesma unidade há tempos sofre com a falta de estrutura do prédio e com a falta de 7 funcionários, o que afeta vários distritos que estão descobertos.
    Antes da greve, o CAE Adalberto havia prometido, ao menos 4 carteiros para reforço no setor e após todo esse tempo, trabalhadores denunciam que os problemas continuam e sequer o reforço de ecetistas foi cumprido.

    Luta Justa e necessária
    Após 43 dias de greve, ainda é cedo para fazer um balanço detalhado, mas lutar para manter o maior benefício que nossa categoria tem - O plano de saúde "Correios Saúde", já é o suficiente para mobilizar boa parte da categoria que pensa em suas famílias e no futuro do convênio médico.
    Contudo, o governo Dilma e a direção da ECT, querem privatizar o benefício criando uma subsidiária. Assim, a empresa deixaria de ser a administradora do plano e passaria o comando para uma terceirizada, a "Postal Saúde".

    Confira mais imagens do caos no setor:











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