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  • Correios S/A

    Correios consegue aval para ser operadora de celular, objetivo é lucrar R$ 1,5 bilhão!

  • Edição 86 #

    lEIA O JORNAL CORREIO DO TRABALHADOR

  • Demissão Irregular #

    Carteiro é reintegrado em Ubatuba

  • Lucro só aumenta:

    E a PLR?

  • quarta-feira, 23 de julho de 2014


    O ato em defesa do povo palestino e contra o massacre perpetrado por Israel na Faixa de Gaza reuniu mais de 5 mil pessoas no dia 19 de julho em São Paulo. O protesto unificado foi convocado por entidades como a Frente Palestina de São Paulo, o Mopat (Movimento Palestina para Todos), e contou com a participação de entidades e organizações da comunidade árabe, centrais sindicais como a CSP-Conlutas, CUT e CTB, além de partidos como o PSTU, PCdoB e PSOL. O MTST também marcou grande presença, levando milhares de pessoas à manifestação.
    Com palavras-de-ordem como "Estado de Israel, estado assassino, e viva a luta do povo palestino", os manifestantes se concentraram em frente ao prédio da rede Globo, pois grande parte da imprensa faz uma cobertura absolutamente parcial do que vem ocorrendo na Palestina, a fim de justificar e legitimar os ataques do Estado sionista. Após a concentração, os ativistas saíram em passeata pela Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e deram uma volta até entrarem na rua James Joule, onde fica consulado de Israel.
    Apesar do forte aparato policial postado em frente ao prédio, os manifestantes não caíram em nenhuma provocação. Lá, denunciaram as atrocidades cometidas pelo Estado de Israel contra os palestinos e defenderam uma Palestina livre, laica e democrática para todos.

    Sintect-VP é contra o genocídio!
    Nós do Sintect-VP nos posicionamos contra qualquer massacre, principalmente envolvendo mulheres, crianças e inocentes como o que infelizmente assistimos em Gaza.
    Não podemos nos calar e permitir um novo holocausto, e os absurdos que a grande mídia esconde, podemos acompanhar pelas redes sociais em tempo real. São imagens inacreditavelmente assustadoras, como os "recados" enviados por crianças israelenses a crianças palestinas na ponta de foguetes, a deputada israelense que propôs o assassinato de todas as mulheres palestinas para que não dessem mais à luz um único palestino, o telão montado ao ar livre em Tel-Aviv para que os israelenses assistam ao vivo os bombardeios em Gaza e as imagens chocantes de crianças mortas, mutiladas e famílias inteiras destruídas.
    O que ocorre, ao contrário do que se pensa, é algo muito além da religião e muito mais forte que qualquer rivalidade e como sempre, os EUA, os principais financiadores de Israel, manifestaram seu apoio à ofensiva militar contra Gaza e o seu direito de "se defender", nada falando sobre as dezenas de mortes de palestinos até agora. Além de sua geopolítica, Gaza assim seria um local estratégico para Israel seguir de forma direta com sua política da criação do estado etnicamente homogêneo: ou seja, um estado exclusivamente judeu. 
    O pretexto para os ataques desta vez, foi a morte de três jovens na Cisjordânia, território palestino ocupado militarmente por Israel também em 1967. A despeito de o Hamas ter negado ser responsável e a morte dos adolescentes ter se dado em circunstâncias ainda não esclarecidas, Israel condenou toda a população de Gaza a uma punição coletiva por estas mortes.
    O que a grande mídia não divulga é que – como nas ofensivas anteriores - os ataques antecedentes couberam a Israel. O que também não se divulga é que estes jovens judeus transitavam entre um assentamento ilegal e outro e foram mortos em uma região em que fundamentalistas não raro atacam violentamente palestinos. Portanto, não se descarta que Israel seja responsável também pela morte desses jovens.
    Fonte: www.pstu.org.br


    Ato contra o massacre de Israel em Gaza reúne mais de 5 mil em São Paulo

    Postado As:  00:51  |  Em:    |  Mais informações »


    O ato em defesa do povo palestino e contra o massacre perpetrado por Israel na Faixa de Gaza reuniu mais de 5 mil pessoas no dia 19 de julho em São Paulo. O protesto unificado foi convocado por entidades como a Frente Palestina de São Paulo, o Mopat (Movimento Palestina para Todos), e contou com a participação de entidades e organizações da comunidade árabe, centrais sindicais como a CSP-Conlutas, CUT e CTB, além de partidos como o PSTU, PCdoB e PSOL. O MTST também marcou grande presença, levando milhares de pessoas à manifestação.
    Com palavras-de-ordem como "Estado de Israel, estado assassino, e viva a luta do povo palestino", os manifestantes se concentraram em frente ao prédio da rede Globo, pois grande parte da imprensa faz uma cobertura absolutamente parcial do que vem ocorrendo na Palestina, a fim de justificar e legitimar os ataques do Estado sionista. Após a concentração, os ativistas saíram em passeata pela Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e deram uma volta até entrarem na rua James Joule, onde fica consulado de Israel.
    Apesar do forte aparato policial postado em frente ao prédio, os manifestantes não caíram em nenhuma provocação. Lá, denunciaram as atrocidades cometidas pelo Estado de Israel contra os palestinos e defenderam uma Palestina livre, laica e democrática para todos.

    Sintect-VP é contra o genocídio!
    Nós do Sintect-VP nos posicionamos contra qualquer massacre, principalmente envolvendo mulheres, crianças e inocentes como o que infelizmente assistimos em Gaza.
    Não podemos nos calar e permitir um novo holocausto, e os absurdos que a grande mídia esconde, podemos acompanhar pelas redes sociais em tempo real. São imagens inacreditavelmente assustadoras, como os "recados" enviados por crianças israelenses a crianças palestinas na ponta de foguetes, a deputada israelense que propôs o assassinato de todas as mulheres palestinas para que não dessem mais à luz um único palestino, o telão montado ao ar livre em Tel-Aviv para que os israelenses assistam ao vivo os bombardeios em Gaza e as imagens chocantes de crianças mortas, mutiladas e famílias inteiras destruídas.
    O que ocorre, ao contrário do que se pensa, é algo muito além da religião e muito mais forte que qualquer rivalidade e como sempre, os EUA, os principais financiadores de Israel, manifestaram seu apoio à ofensiva militar contra Gaza e o seu direito de "se defender", nada falando sobre as dezenas de mortes de palestinos até agora. Além de sua geopolítica, Gaza assim seria um local estratégico para Israel seguir de forma direta com sua política da criação do estado etnicamente homogêneo: ou seja, um estado exclusivamente judeu. 
    O pretexto para os ataques desta vez, foi a morte de três jovens na Cisjordânia, território palestino ocupado militarmente por Israel também em 1967. A despeito de o Hamas ter negado ser responsável e a morte dos adolescentes ter se dado em circunstâncias ainda não esclarecidas, Israel condenou toda a população de Gaza a uma punição coletiva por estas mortes.
    O que a grande mídia não divulga é que – como nas ofensivas anteriores - os ataques antecedentes couberam a Israel. O que também não se divulga é que estes jovens judeus transitavam entre um assentamento ilegal e outro e foram mortos em uma região em que fundamentalistas não raro atacam violentamente palestinos. Portanto, não se descarta que Israel seja responsável também pela morte desses jovens.
    Fonte: www.pstu.org.br



    O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a ficar acima dos 6,5% em 12 meses fechados em junho. 
    A última vez que o indicador havia estourado o teto da meta de inflação havia sido em junho de 2013, quando fechou em 6,7%. 
    A inflação prevista pelo governo federal era de 4,5%, e teve que admitir oficialmente também que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro sofrerá desaceleração neste ano. Por meio do relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre do orçamento de 2014, divulgado pelo Ministério do Planejamento na quarta-feira, dia 22, a estimativa oficial do governo de crescimento da economia brasileira neste ano recuou de 2,5% para 1,8%. 

    O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, a riqueza vinda do nosso trabalho usada para medir a evolução da economia.
    A projeção média de 100 analistas consultados pelo Banco Central foi de que o IPCA encerrará 2014 em 6,46%.
    O início da Copa do Mundo em junho impactou diretamente a inflação. Com a alta dos preços das passagens aéreas e dos hotéis, tais itens responderam por metade da inflação do mês. Ou seja, além da Copa do Mundo não ter sido feita para que o povo brasileiro fosse aos estádios, ainda por cima o evento não gerou tantos empregos e a classe trabalhadora vai ter que pagar a conta da inflação.

    Alimentação e Bebidas também registro alto índice de inflação. Uma pesquisa realizada pela Fiesp revelou que os brasileiros estão sentindo no bolso a alta dos preços e que os salários não duram até o fim do mês. O estudo revela ainda que, para 73% das pessoas, a política econômica do governo é a principal responsável pela inflação. Além da política econômica do governo, a crise econômica internacional é apontada por 10% dos brasileiros ouvidos como motivo para a elevação de preços. Outros 7% indicam as empresas como causadoras da inflação, e 3% apontam os próprios consumidores como responsáveis. 

    A maior alta veio de Despesas Pessoais, grupo que inclui o item hotéis (avançou 1,57% em junho contra 0,8% em maio) e transportes, que também subiu (0,37% em junho contra a queda de 0,45% em maio).

    Inflação acumula alta de 6,52% e Governo admite desaceleração do PIB

    Postado As:  00:12  |  Em:    |  Mais informações »


    O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a ficar acima dos 6,5% em 12 meses fechados em junho. 
    A última vez que o indicador havia estourado o teto da meta de inflação havia sido em junho de 2013, quando fechou em 6,7%. 
    A inflação prevista pelo governo federal era de 4,5%, e teve que admitir oficialmente também que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro sofrerá desaceleração neste ano. Por meio do relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre do orçamento de 2014, divulgado pelo Ministério do Planejamento na quarta-feira, dia 22, a estimativa oficial do governo de crescimento da economia brasileira neste ano recuou de 2,5% para 1,8%. 

    O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, a riqueza vinda do nosso trabalho usada para medir a evolução da economia.
    A projeção média de 100 analistas consultados pelo Banco Central foi de que o IPCA encerrará 2014 em 6,46%.
    O início da Copa do Mundo em junho impactou diretamente a inflação. Com a alta dos preços das passagens aéreas e dos hotéis, tais itens responderam por metade da inflação do mês. Ou seja, além da Copa do Mundo não ter sido feita para que o povo brasileiro fosse aos estádios, ainda por cima o evento não gerou tantos empregos e a classe trabalhadora vai ter que pagar a conta da inflação.

    Alimentação e Bebidas também registro alto índice de inflação. Uma pesquisa realizada pela Fiesp revelou que os brasileiros estão sentindo no bolso a alta dos preços e que os salários não duram até o fim do mês. O estudo revela ainda que, para 73% das pessoas, a política econômica do governo é a principal responsável pela inflação. Além da política econômica do governo, a crise econômica internacional é apontada por 10% dos brasileiros ouvidos como motivo para a elevação de preços. Outros 7% indicam as empresas como causadoras da inflação, e 3% apontam os próprios consumidores como responsáveis. 

    A maior alta veio de Despesas Pessoais, grupo que inclui o item hotéis (avançou 1,57% em junho contra 0,8% em maio) e transportes, que também subiu (0,37% em junho contra a queda de 0,45% em maio).

    segunda-feira, 21 de julho de 2014

    Foto: Acidente em Itabela na Bahia no dia 10 de junho de 2014,
    não houve mortos porém o motorista ficou gravemente ferido


    *Com informações da Agência Câmara e CONJUR
    O Brasil é o quarto país do mundo em número de acidentes fatais no trabalho! O dado foi apresentado pelo próprio coordenador de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Jorge Mesquita, em audiência na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. 
    Mesquita afirmou que os grupos mais vulneráveis são: motoristas, agentes de segurança e trabalhadores da construção civil e rurais. 
    Ele também apresentou dados do Dieese, segundo os quais o risco de um empregado terceirizado morrer em decorrência de uma acidente de trabalho é cinco vezes maior do que nos demais segmentos produtivos.
    Segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorrem anualmente no mundo cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho, além de aproximadamente 160 milhões de casos de doenças ocupacionais. Dos trabalhadores mortos, 22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil. 
    Ainda segundo a OIT, todos os dias morrem, em média, cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. 

    O ritmo alucinante de trabalho mutila diariamente os trabalhadores. A precarização e a terceirização agravam ainda mais a exploração e faz crescer as doenças ocupacionais. Entre estas doenças, as mais comuns são LER/DORT (Lesões por Esforço Repetitivo e Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalhado).


    O governo Dilma, a saúde e a segurança dos trabalhadores

    O governo do PT continuou o desmonte feito na área da saúde e segurança do Ministério do Trabalho iniciada no governo FHC do PSDB. O governo não dá atenção à saúde dos trabalhadores e os acidentes continuam crescendo. Os cortes de 50 bilhões no orçamento da União vão precarizar ainda mais estas áreas. Faltam fiscais e condições de trabalho. 


    Importância das CIPAS e Delegados Sindicais
    É importante a organização no local de trabalho através das CIPAS e delegados sindicais, para que os trabalhadores organizados possam caminhar no sentido do controlar a produção, diminuir o ritmo de trabalho para garantir a saúde e a sua segurança. 

    Somente a mobilização dos trabalhadores é capaz de reverter essa situação!

    O trabalho é um meio de vida, não um meio de invalidez ou morte!

    É preciso exigir investimentos em prevenção nas empresas, melhores condições de trabalho e mais contratações para que uma pessoa não faça o trabalho de duas ou mais!

    Exigir do governo o fim dos cortes no orçamento e sua aplicação na saúde e segurança dos trabalhadores. 

    Exigir o fim da alta programada do INSS, órgão que tortura ainda mais o trabalhador que se acidenta ou adoece! Muitas vezes, através da alta programada, tem que retornar ao trabalho sem condições físicas ou psicológicas e a empresa não aceita o seu retorno. Fica sendo jogado de um lado para outro e muitas vezes ficam meses sem receber salário, pois a empresa e o INSS se recusam a pagá-lo.



    Brasil é o quarto país com mais acidentes fatais no trabalho

    Postado As:  23:13  |  Em:    |  Mais informações »

    Foto: Acidente em Itabela na Bahia no dia 10 de junho de 2014,
    não houve mortos porém o motorista ficou gravemente ferido


    *Com informações da Agência Câmara e CONJUR
    O Brasil é o quarto país do mundo em número de acidentes fatais no trabalho! O dado foi apresentado pelo próprio coordenador de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Jorge Mesquita, em audiência na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. 
    Mesquita afirmou que os grupos mais vulneráveis são: motoristas, agentes de segurança e trabalhadores da construção civil e rurais. 
    Ele também apresentou dados do Dieese, segundo os quais o risco de um empregado terceirizado morrer em decorrência de uma acidente de trabalho é cinco vezes maior do que nos demais segmentos produtivos.
    Segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorrem anualmente no mundo cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho, além de aproximadamente 160 milhões de casos de doenças ocupacionais. Dos trabalhadores mortos, 22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil. 
    Ainda segundo a OIT, todos os dias morrem, em média, cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. 

    O ritmo alucinante de trabalho mutila diariamente os trabalhadores. A precarização e a terceirização agravam ainda mais a exploração e faz crescer as doenças ocupacionais. Entre estas doenças, as mais comuns são LER/DORT (Lesões por Esforço Repetitivo e Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalhado).


    O governo Dilma, a saúde e a segurança dos trabalhadores

    O governo do PT continuou o desmonte feito na área da saúde e segurança do Ministério do Trabalho iniciada no governo FHC do PSDB. O governo não dá atenção à saúde dos trabalhadores e os acidentes continuam crescendo. Os cortes de 50 bilhões no orçamento da União vão precarizar ainda mais estas áreas. Faltam fiscais e condições de trabalho. 


    Importância das CIPAS e Delegados Sindicais
    É importante a organização no local de trabalho através das CIPAS e delegados sindicais, para que os trabalhadores organizados possam caminhar no sentido do controlar a produção, diminuir o ritmo de trabalho para garantir a saúde e a sua segurança. 

    Somente a mobilização dos trabalhadores é capaz de reverter essa situação!

    O trabalho é um meio de vida, não um meio de invalidez ou morte!

    É preciso exigir investimentos em prevenção nas empresas, melhores condições de trabalho e mais contratações para que uma pessoa não faça o trabalho de duas ou mais!

    Exigir do governo o fim dos cortes no orçamento e sua aplicação na saúde e segurança dos trabalhadores. 

    Exigir o fim da alta programada do INSS, órgão que tortura ainda mais o trabalhador que se acidenta ou adoece! Muitas vezes, através da alta programada, tem que retornar ao trabalho sem condições físicas ou psicológicas e a empresa não aceita o seu retorno. Fica sendo jogado de um lado para outro e muitas vezes ficam meses sem receber salário, pois a empresa e o INSS se recusam a pagá-lo.



    Foto: Angélica de Paula

    Sete meses após a ECT iniciar ilegalmente a implantação da Postal Saúde, o que era dito que melhoraria só piorou! As reclamações são crescentes, faltam médicos credenciados e sobra burocracia na hora de agendar uma simples consulta. 

    A Empresa não informa seus funcionários quanto a rede de hospitais e médicos credenciados justamente porque este número é bem reduzido, os profissionais da saúde sentem dificuldades para aderir à este novo plano e até mesmo os supervisores dos Correios sentem dificuldade em explicar tais mudanças no benefício.

    No mês passado, em 14 de junho, a imprensa noticiou que a Postal Saúde não estava pagando as clínicas médicas e que os pacientes estavam tendo os atendimentos cancelados, na cidade de Eunápolis na Bahia. Veja reportagem completa pelo site: http://www.clic101.com.br/ver.php?id=1935

    Pacientes que estavam com consultas médicas e exames agendados tiveram seus atendimentos cancelados e uma das maiores clínicas médicas da cidade ameaçou dizendo que só retomaria depois da regularização das dívidas pendentes da Postal Saúde. E quem pagou por isso? Os trabalhadores ecetistas, pois a "corda" sempre arrebenta para o lado mais "fraco".

    Uma "Caixa de Assistência Médica" criada “na calada da noite”, que não prevê o acesso aos pais dos servidores como dependentes e, ao invés de atender à saúde dos trabalhadores e seus dependentes, objetiva atender à demanda do mercado e reduzir os custos dos Correios, não poderia ser uma boa mudança para um dos melhores benefícios que nossa categoria possuía.

    Na nossa região a situação também está bastante crítica. Para conseguir uma consulta, o ecetista enfrenta inúmeros obstáculos e muita burocracia para tirar uma simples guia médica e em algumas cidades não existe sequer um especialista, obrigando os pacientes a viajarem para as cidades vizinhas em busca de uma consulta que é direito básico de todos.

    Relatos de alguns companheiros afirmam que, apesar de toda a demora e precariedade do SUS, tem sido mais vantajoso enfrentar o Sistema Único de Saúde do que esperar para marcar uma consulta com a carteirinha da Postal Saúde.

    A direção dos Correios teria que, no mínimo, informar melhor todos os seus funcionários e orientar os supervisores para disponibilizar a lista de médicos credenciados.

    Vamos nos unir para dar um sonoro recado à ECT. Nós não descansaremos! Nesta Campanha Salarial a luta contra a terceirização do nosso plano de saúde continua! Vamos exigir que a Empresa cumpra com a decisão do acórdão do TST e não faça nenhuma mudança no benefício!

    – Nenhuma retirada de direitos!
    – A Postal Saúde é privatização! 
    – Melhorias já e fim da burocratização do Plano!
    – Plano de saúde sob controle dos trabalhadores!
    – Saúde pública, gratuita e de qualidade para todos os trabalhadores e seus dependentes!

    Postal Saúde: Faltam médicos credenciados, sobra burocracia!

    Postado As:  13:43  |  Em:    |  Mais informações »

    Foto: Angélica de Paula

    Sete meses após a ECT iniciar ilegalmente a implantação da Postal Saúde, o que era dito que melhoraria só piorou! As reclamações são crescentes, faltam médicos credenciados e sobra burocracia na hora de agendar uma simples consulta. 

    A Empresa não informa seus funcionários quanto a rede de hospitais e médicos credenciados justamente porque este número é bem reduzido, os profissionais da saúde sentem dificuldades para aderir à este novo plano e até mesmo os supervisores dos Correios sentem dificuldade em explicar tais mudanças no benefício.

    No mês passado, em 14 de junho, a imprensa noticiou que a Postal Saúde não estava pagando as clínicas médicas e que os pacientes estavam tendo os atendimentos cancelados, na cidade de Eunápolis na Bahia. Veja reportagem completa pelo site: http://www.clic101.com.br/ver.php?id=1935

    Pacientes que estavam com consultas médicas e exames agendados tiveram seus atendimentos cancelados e uma das maiores clínicas médicas da cidade ameaçou dizendo que só retomaria depois da regularização das dívidas pendentes da Postal Saúde. E quem pagou por isso? Os trabalhadores ecetistas, pois a "corda" sempre arrebenta para o lado mais "fraco".

    Uma "Caixa de Assistência Médica" criada “na calada da noite”, que não prevê o acesso aos pais dos servidores como dependentes e, ao invés de atender à saúde dos trabalhadores e seus dependentes, objetiva atender à demanda do mercado e reduzir os custos dos Correios, não poderia ser uma boa mudança para um dos melhores benefícios que nossa categoria possuía.

    Na nossa região a situação também está bastante crítica. Para conseguir uma consulta, o ecetista enfrenta inúmeros obstáculos e muita burocracia para tirar uma simples guia médica e em algumas cidades não existe sequer um especialista, obrigando os pacientes a viajarem para as cidades vizinhas em busca de uma consulta que é direito básico de todos.

    Relatos de alguns companheiros afirmam que, apesar de toda a demora e precariedade do SUS, tem sido mais vantajoso enfrentar o Sistema Único de Saúde do que esperar para marcar uma consulta com a carteirinha da Postal Saúde.

    A direção dos Correios teria que, no mínimo, informar melhor todos os seus funcionários e orientar os supervisores para disponibilizar a lista de médicos credenciados.

    Vamos nos unir para dar um sonoro recado à ECT. Nós não descansaremos! Nesta Campanha Salarial a luta contra a terceirização do nosso plano de saúde continua! Vamos exigir que a Empresa cumpra com a decisão do acórdão do TST e não faça nenhuma mudança no benefício!

    – Nenhuma retirada de direitos!
    – A Postal Saúde é privatização! 
    – Melhorias já e fim da burocratização do Plano!
    – Plano de saúde sob controle dos trabalhadores!
    – Saúde pública, gratuita e de qualidade para todos os trabalhadores e seus dependentes!

    Auditório do CONREP

    Na programação do 32º Conrep, os trabalhadores fizeram diversos debates e discussões, como por exemplo o análise da conjuntura, salário mínimo do DIEESE, pauta da Campanha Salarial e o calendário das lutas para o próximo período.

    Dentre as falas, Marcílio Medeiros, Presidente do Sintect-VP e representante da CSP-Conlutas, falou sobre o Governo Federal e a direção petista dos Correios. “Cada companheiro conhece a situação dos funcionários dos Correios e o que vêm sofrendo com as transformações geradas por esse governo, que não trabalha pelos trabalhadores do Brasil. Na campanha salarial, mais do que nunca, enfrentamos diretamente esse patrão. Por isso, é importante conhecermos e nos prepararmos para enfrenta-los à altura”, ressaltou.

    Foram quatro dias do Conselho de Representantes dos Trabalhadores dos Correios, de 16 à 19 de julho com representantes de 35 bases sindicais do país, somando mais de 200 pessoas no evento.

    Durante o CONREP, foram apresentadas três propostas de reajustes econômicos para a Campanha Salarial deste ano. A proposta nº01 da Intersindical e PCO, a proposta nº02 da CSP-Conlutas e a proposta nº03 do bloco cutista/governista, composto pela Articulação, o MRL, MSB, MTC e alguns independentes.

    Com 94 votos favoráveis, venceu a terceira proposta, da Articulação/PT, que é a seguinte:

    - Reposição da inflação pelo maior índice, 6.40%
    - R$ 300,00 (trezentos reais) linear
    - 8% de ganho real
    - R$ 40,0 (quarenta reais) de ticket e R$ 400,00 (quatrocentos reais) de Vale-cesta.

    Para a reposição das perdas, ficou o valor acordade com o estudo atualizado do DIEESE, piso de R$ 3.079,00

    O Calendário de Lutas do Conrep também foi aprovado, na ocasião, pelos representantes das bases sindicais. Ficou decidido, ainda, que Fentect não participará da MNNP (Mesa Nacional de Negociação Permanente) e orientará os sindicatos a não participarem.

    * Calendário de Lutas aprovado no Conrep
    CALENDÁRIO:
    -29/07: Data limite da aprovação da pauta de reivindicações em assembleia e eleição do representante do comando;
    -30/07: Data limite de protocolo da pauta de reivindicações na ECT e ato contra perseguições políticas, demissões e desligamentos dos anistiados;
    -30/07: Início da agitação massiva nas bases e reuniões setoriais pela revogação da Lei 12.490/11 e contra o postal saúde;
    -14/08: Assembleia de avaliação da Campanha Salarial;
    -03/09 a 06/09 : Seminários regionais ou assembleias sobre Privatização (CorreiosPar e postal saúde);
    -09/09: Data limite de negociação;
    -10/09: Assembleia de Estado de Greve,
    -17/09: Assembleia de deflagração de greve, com paralisação a partir das 22h.

    CONREP vota pauta da Campanha Salarial e calendário de lutas

    Postado As:  13:06  |  Em:    |  Mais informações »

    Auditório do CONREP

    Na programação do 32º Conrep, os trabalhadores fizeram diversos debates e discussões, como por exemplo o análise da conjuntura, salário mínimo do DIEESE, pauta da Campanha Salarial e o calendário das lutas para o próximo período.

    Dentre as falas, Marcílio Medeiros, Presidente do Sintect-VP e representante da CSP-Conlutas, falou sobre o Governo Federal e a direção petista dos Correios. “Cada companheiro conhece a situação dos funcionários dos Correios e o que vêm sofrendo com as transformações geradas por esse governo, que não trabalha pelos trabalhadores do Brasil. Na campanha salarial, mais do que nunca, enfrentamos diretamente esse patrão. Por isso, é importante conhecermos e nos prepararmos para enfrenta-los à altura”, ressaltou.

    Foram quatro dias do Conselho de Representantes dos Trabalhadores dos Correios, de 16 à 19 de julho com representantes de 35 bases sindicais do país, somando mais de 200 pessoas no evento.

    Durante o CONREP, foram apresentadas três propostas de reajustes econômicos para a Campanha Salarial deste ano. A proposta nº01 da Intersindical e PCO, a proposta nº02 da CSP-Conlutas e a proposta nº03 do bloco cutista/governista, composto pela Articulação, o MRL, MSB, MTC e alguns independentes.

    Com 94 votos favoráveis, venceu a terceira proposta, da Articulação/PT, que é a seguinte:

    - Reposição da inflação pelo maior índice, 6.40%
    - R$ 300,00 (trezentos reais) linear
    - 8% de ganho real
    - R$ 40,0 (quarenta reais) de ticket e R$ 400,00 (quatrocentos reais) de Vale-cesta.

    Para a reposição das perdas, ficou o valor acordade com o estudo atualizado do DIEESE, piso de R$ 3.079,00

    O Calendário de Lutas do Conrep também foi aprovado, na ocasião, pelos representantes das bases sindicais. Ficou decidido, ainda, que Fentect não participará da MNNP (Mesa Nacional de Negociação Permanente) e orientará os sindicatos a não participarem.

    * Calendário de Lutas aprovado no Conrep
    CALENDÁRIO:
    -29/07: Data limite da aprovação da pauta de reivindicações em assembleia e eleição do representante do comando;
    -30/07: Data limite de protocolo da pauta de reivindicações na ECT e ato contra perseguições políticas, demissões e desligamentos dos anistiados;
    -30/07: Início da agitação massiva nas bases e reuniões setoriais pela revogação da Lei 12.490/11 e contra o postal saúde;
    -14/08: Assembleia de avaliação da Campanha Salarial;
    -03/09 a 06/09 : Seminários regionais ou assembleias sobre Privatização (CorreiosPar e postal saúde);
    -09/09: Data limite de negociação;
    -10/09: Assembleia de Estado de Greve,
    -17/09: Assembleia de deflagração de greve, com paralisação a partir das 22h.

    quinta-feira, 17 de julho de 2014

    Capa da revista SuperInteressante

    Matéria de Capa:

    Como lidar com a tristeza



    O que está acontecendo conosco? O que devemos fazer a respeito?

    por Reportagem: Carol Castro Edição: Felipe van Deursen
    A morte era iminente. E lenta. A notícia sobre a doença terminal do marido afogou Estela na maior dor possível. Ela não sabia como agir. Cuidou dele todos os dias, por 5 anos. Mas era mais do que podia suportar. Sentia raiva do mundo. Ninguém poderia entender de verdade - a dor era dela. Se tentassem ajudar, ficava brava. Se não tentavam, pior ainda. Aos poucos se afastou de todos, isolando-se na própria e devastadora dor. A vida não tinha mais graça. E não era um momento passageiro. Tudo era chato, sem cor, sem prazer. Os tempos de alegria haviam sido uma ilusão tola, pensava. Estela sabia que nunca mais encontraria esse falso prazer. Depois piorou. Quando o marido morreu, ela se sentiu aliviada. E esse alívio a destroçou com uma sensação de culpa do tamanho do mundo. Queria morrer junto. A depressão se fincou nela.

    Estela, é um nome fictício, mas a história é real. 
    São 350 milhões de pessoas com depressão no mundo!
    Número que só aumenta e virou o maior problema de nossa era: só nos Estados Unidos, o consumo de antidepressivos aumentou 400% em 20 anos. 
    Por séculos, ela era uma doença misteriosa chamada apenas de melancolia. "Perdi toda a alegria e descuidei-me dos meus exercícios habituais", disse Hamlet logo após o assassinato do pai. Se vivesse hoje, o personagem de Shakespeare certamente entraria na mira dos médicos. Ele seria enquadrado no DSM-V, a bíblia da psiquiatria, que identifica e diagnostica os transtornos mentais. Hamlet, sob os olhos da medicina contemporânea, tinha depressão.

    Dos tempos de Shakespeare para cá, muita coisa mudou.  A Organização Mundial da Saúde aposta que em 2030 a depressão já será a doença mais comum do mundo, à frente de problemas cardíacos e câncer!
    Vivemos uma espécie de epidemia: há mais pessoas deprimidas do que nunca!
    Nosso estilo de vida gera angústia e tristeza - que podem levar à depressão. É grave, ficamos vulneráveis a ela, com o risco maior de cair no abismo: passar a barreira dos sintomas leves e entrar numa depressão profunda. É como se a vida fosse uma calçada esburacada - nem todo mundo que tropeça cai e se arrebenta. Dá para controlar a queda, se segurar etc. Mas quem desaba no chão corre o risco de não se levantar mais: 15% das pessoas com depressão grave cometem suicídio.

    O medo da depressão e a busca incessante por felicidade fizeram muita gente fugir da tristeza como se ela fosse uma peste dos nossos tempos. Quem quer ter isso? Quem quer ficar perto de alguém que tem? Isso impulsionou o desenvolvimento de remédios com efeitos colaterais cada vez menos nocivos. Mas também levou a uma certa banalização. "Eu tenho a impressão de que todo mal-estar virou depressão", diz Mário Corso, psicanalista e autor do livro A Psicanálise na Terra do Nunca. "É uma coisa da nossa época. Depressão é a palavra que serve para tudo, as pessoas não sabem o que têm e dizem que estão deprimidas", explica. Tanya Luhrmann, antropóloga especializada em psicologia da Universidade Stanford, nos EUA. "Estou certa de que nós damos muito remédio às pessoas e que tristeza comum é tratada com medicação", diz. Saber a diferença entre tristeza e depressão é essencial. "A tristeza tem motivos, a depressão não tem motivo nenhum", explica Corso. Na tristeza, choramos pela morte de alguém. Ficamos tristes, mas a dor passa, por mais que a saudade não. Na depressão, a dor não passa. A pessoa não sente mais prazer em nada. 

    Ranking da felicidade
    Índice baseado em critérios como saúde, segurança, educação e oportunidades

    Os mais felizes
    1. Noruega
    2. Dinamarca
    3. Suécia
    4. Austrália
    5. Nova Zelândia
    6. Canadá
    7. Finlândia
    8. Holanda
    9. Suíça
    10. Irlanda

    Os mais tristes
    1. República Centro-Africana
    2. Congo
    3. Afeganistão
    4. Chade
    5. Haiti
    6. Burundi
    7. Togo
    8. Zimbábue
    9. Iêmen
    10. Etiópia

    No meio do caminho: Brasil, em 44º lugar entre 142 países.

    Fontes Kantar Health (Reino Unido); Legatum Institute, 2012 (Reino Unido); Organização Mundial da Saúde (OMS); Universidade de Warwick (Reino Unido).



    A INDÚSTRIA DA DEPRESSÃO
    Sigmund Freud conhecia um remédio legal para curar depressão. Chamava-se cocaína. Ele a receitava para pacientes que sofriam de tristeza recorrente e sem explicação. Antes disso, os estimulantes mais receitados eram morfina e heroína - até descobrirem que ambas viciavam e tinham efeitos colaterais perigosos. Só na década de 1950 surgiu um substituto eficaz contra esse vazio da alma. Como na origem de tantos outros remédios, miraram aqui e acertaram ali. O Marsilid surgiu como uma tentativa de encontrar a cura para a tuberculose, mas quem o tomava ficava um tanto alegre. Ninguém sabia explicar por quê. Até que em 1965 o psiquiatra americano Joseph J. Schildkraut elaborou a primeira teoria para explicar os efeitos do remédio e, de quebra, as causas da depressão. Ele dizia que a tristeza é um descompasso bioquímico no cérebro ligado à serotonina, dopamina e noradrenalina, os neurotransmissores que regulam o humor e as sensações de prazer e recompensa. Se os níveis dessas substâncias estivessem baixos, era indício de depressão. Bastaria então tomar algo que aumentasse a taxa, e tudo ficaria lindo. E o princípio ativo do Marsilid era a iproniazida, que eleva, justamente, o nível de serotonina.

    Foi uma mina de ouro para a indústria farmacêutica. O marketing dos laboratórios passou a mirar também em mães estressadas, trabalhadores cansados e qualquer cidadão propenso a uma fase deprê na vida. Desde a década de 1960, surgiram vários remédios que traziam bem-estar, sempre com ação direta na química cerebral. Mas as vendas nunca decolavam, porque os efeitos colaterais eram muito fortes, como inquietação, insônia e dificuldade em urinar.

    Só em 1988 surgiu um medicamento que não só mudou de vez as cifras da indústria como conseguiu extravasar o universo das gôndolas das farmácias e virar um ícone cultural: o Prozac. Com efeitos colaterais menores, a "pílula da felicidade", como foi chamada na época, entrou para a lista dos medicamentos mais vendidos no mundo. Desde então, surgiram cerca de 30 remédios destinados a combater a depressão. Mas nenhum deles ficou famoso como o Prozac, que, segundo a fabricante Eli Lilly, foi vendido a 90 milhões de usuários nesses 25 anos, enchendo os cofres da empresa. Em 2000, um ano antes de a patente expirar, ela faturou mais de US$ 2 bilhões com o remédio, cerca de 50% a mais que a Pfizer ganhou no mesmo ano com o Viagra.

    Tudo que era tipo de médico passou a indicar antidepressivos. Tristeza aqui, melancolia acolá, tome remédio goela abaixo que melhora. Só que, como era de se esperar, nem sempre os diagnósticos batiam com o problema. Foi o que aconteceu com o professor aposentado Antônio Alves. Aos 45 anos, ele se sentia desanimado, sem vontade de fazer tarefas diárias. Procurou um psiquiatra que logo o diagnosticou com depressão e indicou um remédio. O tratamento surtiu efeito no início, mas depois perdeu a força. Desanimado, Antônio buscou uma segunda opinião. Ao se consultar com um clínico geral, descobriu que seu problema era outro: a andropausa havia chegado mais cedo. A contragosto do psiquiatra, Antônio abandonou os antidepressivos e passou a tomar repositores de hormônios. Não teve mais crise.

    Além do fato de antidepressivos nem sempre surtirem efeito, agora a própria teoria que explica seu funcionamento está sendo questionada. Cinquenta anos depois, a teoria dos baixos níveis de serotonina não é mais tão forte. Para complicar, nem todo cérebro deprimido tem pouca serotonina. Mesmo assim, ainda se acredita que a depressão é, sim, um desequilíbrio químico. O problema é que não se sabe ao certo quais são os neurotransmissores envolvidos.

    Ou seja, não que fosse má-fé da classe médica receitar antidepressivo a torto e a direito. É que depressão é uma doença conhecida há pouco tempo e ainda muito misteriosa. Ela não é como o câncer, em que um exame de imagem mostra a regressão ou o aumento de um tumor. Não há resultados impressos para mostrar se o tratamento teve resultado.

    Existe a suspeita ainda que a culpa do caos químico no cérebro seja do estresse. Em resposta à tensão do ambiente externo, o corpo produz mais cortisol e outros hormônios do estresse. O excesso pode alterar a bioquímica cerebral e causar depressão. Se o problema for mesmo esse, então a infelicidade crônica pode ser uma resposta ao nosso estilo de vida. Estamos mais tristes, também, por causa da nossa sociedade.

    Principais tipos de anti-depressivos

    Tricíclicos
    O que fazem - aumentam os níveis de serotonina e noradrenalina.
    Efeitos colaterais - sedação, boca e olhos secos, prisão de ventre, ganho de peso, sonolência.
    Exemplos - Tryptan (amitriptilina), Anafranil (clomipramina), Sinequan (doxepina).

    Inibidores da monoamina oxidase
    O que fazem - Anulam a monoamina oxidase, que destrói a serotonina, dopamina e norepinefrina.
    Efeitos colaterais - ganho de peso, inquietação, disfunção sexual e insônia.
    Exemplos - Marsilid (iproniazida), Nardil (fenelzina), Eldepryl (selegilina).

    Inibidores seletivos de recaptação da serotonina
    O que fazem - aumentam os níveis de serotonina.
    Efeitos colaterais - náusea, insônia e disfunção sexual.
    Exemplos - Prozac (fluoxetina), Pondera (paroxetina), Zoloft (sertralina).

    Atípicos
    O que fazem - atuam, de maneiras diferentes, na serotonina, norepinefrina e dopamina.
    Efeitos colaterais - cada um é um caso. Podem suscitar convulsão, confusão, disritmia cardíaca, náusea, ansiedade, disfunção sexual e alergia.
    Exemplos - Efexor (venlafaxina), Zetron (bupropiona), Cymbalta (duloxetina) e outros.

    Fontes Anvisa; IMS Health / Estado de Minas.

    DOR NA ALMA
    Os evolucionistas acreditam que a depressão é uma característica do nosso cérebro, provocada por algo que nos ajudou a sobreviver: somos um bicho sociável. Esse instinto de socialização e cooperação facilitou a vida dos nossos ancestrais - conseguir comida em grupo era bem mais fácil. Mas ele abriu a porteira para a depressão, porque nosso humor sempre foi influenciado pelo convívio em sociedade. Há 200 mil anos atrás, ninguém precisava tomar grandes decisões. O cérebro era adaptado para lidar em comunidades pequenas, de até 70 membros. A pessoa já nascia inserida em um contexto mais bem definido. Não haviam tantas decisões. E aí, quanto mais complexa a vida ficou, maior a propensão à depressão. Hoje, são zilhões de escolhas. Qual o melhor emprego, a melhor namorada, a melhor cidade para se viver. O cérebro às vezes parece incapaz de lidar bem com isso. 
    Não é à toa que muitos depressivos se queixam de ter surtado por só atender às vontades alheias, em vez de seguir os próprios desejos.

    Em comunidades mais simples, os índices de depressão são menores. Um exemplo são os kaluli, etnia da Papua-Nova Guiné que vive da caça, pesca e agricultura de subsistência. O antropólogo Edward Schieffelin, da Universidade College de Londres, entrevistou 2 mil kaluli em dez anos de pesquisa. Só uma pessoa apresentou sinais de depressão - uma taxa 20 vezes menor que a do Brasil. Schieffelin acredita que a explicação esteja no estilo de vida. Os kaluli usam muito o corpo, se alimentam de comidas naturais e se expõem mais ao Sol. 
    A verdade é que todos precisamos de ar livre. A luz solar aumenta a produção de hormônios que deixam você mais disposto, mais animado. "Existe uma relação já comprovada entre a falta de sol e a depressão.", explica Raphael Boechat, psiquiatra e professor da Universidade de Brasília. 

    A psicanálise leva a questão um pouco mais longe. No livro "O Tempo e o Cão", a psicanalista Maria Rita Kehl culpa nossa sociedade consumista pelo vazio da alma. A máxima do nosso tempo é vencer. No meio do caminho, escolha uma profissão, tenha amigos, compre um carro, financie uma casa, case, viaje, vá ao shopping, torça para um time, compre, use, abuse, jogue, desfile, passeie, julgue, brilhe, dance, transe, descanse. A publicidade teria transformado a felicidade em uma sucessão de frases imperativas que nos faz consumir. Só que isso não preenche nada. E o vazio continua. O depressivo, descreve Kehl, não consegue ver graça em nada disso, em nenhuma dessas conquistas. "A vida tinha um filtro cinza", diz a publicitária Rachel Juraschi, descrevendo o que sente um depressivo. "Não era só tristeza, era preguiça de viver, estava cansada de tudo". Ela suspeita que desde a adolescência, "uma época sem boas lembranças", sofria de depressão. Mas foi só aos 28 anos, com o casamento e o trabalho em crise, que a doença atacou para valer. "Nem banho eu tomava mais", lembra. Deveria se divertir, se informar, socializar, conforme manda o protocolo. Mas, assim como em outros depressivos, nada disso fazia sentido. "Junto com a medicação, o que se vende é a esperança de que o depressivo possa rapidamente normalizar sua conduta sem ter de se indagar sobre seu desejo", escreve Kehl. É como se buscasse uma pílula para se ajustar à vida. Um desejo de ser normal.

    O uso de antidepressivos pode ter se tornado algo banal e muitas vezes irresponsável. Mas sua popularização derrubou parte do medo de tratar a depressão. Ficou mais fácil sair do armário e aceitar isso como uma doença real. "Quando vi que tinha amigos da mesma idade tomando, perdi o preconceito", diz Rachel. Os remédios deram aos depressivos uma dose de esperança. E essa esperança ajuda tanto que pessoas que tomam só água com açúcar achando que é antidepressivo relatam melhora de humor. O psiquiatra americano Irving Kirsch analisou 38 testes clínicos com 3 mil participantes que, separados em grupos, lidaram com a depressão de quatro formas distintas: antidepressivos, remédio placebo, psicoterapia e nenhum de tratamento. Ele constatou que, enquanto em média 75% dos sintomas de quem tomou remédio melhoraram, 50% dos efeitos nos que só tomaram pílulas de açúcar foram reduzidos. Ou seja, só 25% da melhora seria mérito do remédio. Ainda assim, a função dos remédios não pode ser ignorada: quando a tristeza foge do controle, qualquer esperança serve como alento. O estilista Zanco Junior considera os antidepressivos essenciais em sua vida. Ele toma há 13 de seus 30 anos, desde que teve uma crise de pânico em um shopping. Zanco já tentou largar os remédios, mas sentiu falta. Dormia mal, tinha indisposição. "Vivo bem com eles, me ajudam a tocar minhas coisas", diz. E, se tentou parar de tomar, é porque não quer passar o resto da vida sob medicação. "Um dia quero deixar de tomar. Se ficar bem". Não é fácil.

    Afinal, outras questões da vida moderna também deixam o corpo mais cansado. A enxurrada de informação com que lidamos todo dia não deixa o cérebro descansar, o que aumenta as chances de pane. Viver em um ambiente desgastante, com mais tempo dedicado a trabalho que a lazer é um atalho para a depressão. Para piorar, essas mudanças são acompanhadas cada vez mais pela solidão. Segundo o IBGE, mais de 12% das casas brasileiras só tem um morador - há dez anos, era menos de 9%. O número de solteiros também aumentou: 48% (ou 72 milhões) dos brasileiros acima de 15 anos, uma alta de quase 16% em dois anos. Se somarmos a divorciadas e viúvos, a parcela da população fora de um relacionamento sério chega a 60%. É muita gente. E os picos de depressão estão nesses grupos mais solitários: solteiros, divorciados e viúvos. 

    O LADO BOM DA TRISTEZA
    Vamos deixar claro uma coisa: nem toda tristeza é ruim. Ficar sem presente no Natal, sofrer pelo galã da escola, ser reprovado no vestibular, perder um emprego, levar um pé na bunda, brigar com um amigo, encarar a morte de alguém e tantas outras mais fazem parte da vida. Todo mundo lida com elas, em maior e menor escala. "Se existe um lado bom é que a tristeza nos torna um pouco mais sábios do que no momento da euforia, quando a gente fica meio abobado. É uma boa hora para fazer um balanço", diz o psicanalista Mário Corso. A crise nos obriga a sair da zona de conforto e abre o caminho para avaliarmos a vida por novos ângulos e tomar rumos diferentes.

    O problema é quando você não consegue superar a crise. Sem saber como reagir à dor, mergulha numa tristeza que paralisa. 

    O primeiro passo para se levantar do chão, é reconhecer o próprio descontrole emocional. 
    Grupos de apoio são uma boa saída para aprender a encarar o lado amargo da vida - mesmo que você não esteja numa depressão profunda. "Tem gente que entra aqui porque perdeu a namorada e não consegue ficar feliz. Mas depois passa, fica bem, encontra outra pessoa e nunca mais volta", conta Estela. Essas terapias em grupo funcionam tão bem quanto sessões com psicólogos que seguem a linha cognitiva-comportamental, que tenta ajudar o paciente a ver as coisas de outra forma, ou interpessoal, que foca nos problemas do presente. Essas duas são as formas de psicoterapia com os melhores resultados no tratamento da depressão. Ou seja, não dá para apostar todas as fichas nos remédios. Eles podem resolver o lado bioquímico, mas o modo de lidar com os problemas ainda é contigo.

    Andrew Solomon, autor de "O Demônio do Meio-Dia", um livro autobiográfico sobre depressão, diz que tudo pode funcionar, até tomar remédio. Basta acreditar nos efeitos positivos. E foi por isso que ele encarou diversas terapias alternativas, desde tomar chá de uma planta chamada erva-de-são-joão, hipnose, homeopatia até participar de um ritual religioso em uma tribo africana. 

    Além de Solomon, outras pessoas estão procurando alternativas para tratar a depressão. No Brasil, um grupo de pesquisadores viu na ayahuasca uma oportunidade. O chá à base de plantas amazônicas usadas em rituais religiosos, que dá um efeito de bem-estar e tranquilidade, tem princípios ativos que agem direto no cérebro e pode render no futuro novas linhas de antidepressivos. "Os efeitos terapêuticos observados com a ayahuasca são praticamente imediatos, enquanto que as medicações disponíveis demoram duas semanas no mínimo", explica Jaime Hallak, professor de medicina da USP Ribeirão Preto e coordenador da pesquisa. Outra promessa farmacêutica é a cetamina, usada como anestésico desde os anos 60. Os 120 pacientes do psiquiatra americano Carlos Zarate que tomaram a droga tiveram melhoras rápidas e significativas. Em vez de alterar os níveis de serotonina, dopamina e noradrenalina, a substância regula a concentração de outro neurotransmissor, o glutamato - isso, por si só, já é inovador: seria o primeiro antidepressivo, desde o Marsilid, a não interferir na taxa dos dos três neurotransmissores de sempre. Além disso, há novas tecnologias que apresentam outras duas possibilidades: estimulação magnética transcraniana, ondas eletromagnéticas que estimulam partes do cérebro - algo como o filho prodígio do eletrochoque - e o neurofeedback, em que o paciente faz atividades para treinar o cérebro, e sensores mostram em tempo real os efeitos que restauram o equilíbrio do órgão.

    Mas não importam as técnicas, terapias ou remédios que você use, os perrengues da vida vão voltar. Lembre-se: é assim com todo mundo (e muito mas mais intenso com os depressivos).  "Eu detestava estar deprimido, mas foi também na depressão que aprendi os limites do meu próprio terreno, a plena extensão da minha alma", escreveu Andrew Solomon. "A experiência da dor, que é especial em sua intensidade, é um dos sinais mais seguros da força da vida". Conhecer seus próprios limites e não ultrapassá-los torna a vida mais leve - você passa a viver no seu tempo, sem forçar a barra. É encontrar uma rotina que se encaixe em você. E não o contrário.


    PARA SABER MAIS...
    Dicas de livros:O Demônio do Meio-Dia
    Andrew Solomon, Objetiva, 2010.

    O Tempo e o Cão
    Maria Rita Kehl, Editorial Boitempo, 2009.

    The Emperor's New Drugs
    Irving Kirsch, Basic Books, 2010.

    Nunca tanta gente teve depressão no mundo! São 350 milhões de pessoas nessa condição e boa parte nem sabe disso. Uma revista dedicou reportagem especial sobre o tema, confira!

    Postado As:  14:14  |  Em:    |  Mais informações »

    Capa da revista SuperInteressante

    Matéria de Capa:

    Como lidar com a tristeza



    O que está acontecendo conosco? O que devemos fazer a respeito?

    por Reportagem: Carol Castro Edição: Felipe van Deursen
    A morte era iminente. E lenta. A notícia sobre a doença terminal do marido afogou Estela na maior dor possível. Ela não sabia como agir. Cuidou dele todos os dias, por 5 anos. Mas era mais do que podia suportar. Sentia raiva do mundo. Ninguém poderia entender de verdade - a dor era dela. Se tentassem ajudar, ficava brava. Se não tentavam, pior ainda. Aos poucos se afastou de todos, isolando-se na própria e devastadora dor. A vida não tinha mais graça. E não era um momento passageiro. Tudo era chato, sem cor, sem prazer. Os tempos de alegria haviam sido uma ilusão tola, pensava. Estela sabia que nunca mais encontraria esse falso prazer. Depois piorou. Quando o marido morreu, ela se sentiu aliviada. E esse alívio a destroçou com uma sensação de culpa do tamanho do mundo. Queria morrer junto. A depressão se fincou nela.

    Estela, é um nome fictício, mas a história é real. 
    São 350 milhões de pessoas com depressão no mundo!
    Número que só aumenta e virou o maior problema de nossa era: só nos Estados Unidos, o consumo de antidepressivos aumentou 400% em 20 anos. 
    Por séculos, ela era uma doença misteriosa chamada apenas de melancolia. "Perdi toda a alegria e descuidei-me dos meus exercícios habituais", disse Hamlet logo após o assassinato do pai. Se vivesse hoje, o personagem de Shakespeare certamente entraria na mira dos médicos. Ele seria enquadrado no DSM-V, a bíblia da psiquiatria, que identifica e diagnostica os transtornos mentais. Hamlet, sob os olhos da medicina contemporânea, tinha depressão.

    Dos tempos de Shakespeare para cá, muita coisa mudou.  A Organização Mundial da Saúde aposta que em 2030 a depressão já será a doença mais comum do mundo, à frente de problemas cardíacos e câncer!
    Vivemos uma espécie de epidemia: há mais pessoas deprimidas do que nunca!
    Nosso estilo de vida gera angústia e tristeza - que podem levar à depressão. É grave, ficamos vulneráveis a ela, com o risco maior de cair no abismo: passar a barreira dos sintomas leves e entrar numa depressão profunda. É como se a vida fosse uma calçada esburacada - nem todo mundo que tropeça cai e se arrebenta. Dá para controlar a queda, se segurar etc. Mas quem desaba no chão corre o risco de não se levantar mais: 15% das pessoas com depressão grave cometem suicídio.

    O medo da depressão e a busca incessante por felicidade fizeram muita gente fugir da tristeza como se ela fosse uma peste dos nossos tempos. Quem quer ter isso? Quem quer ficar perto de alguém que tem? Isso impulsionou o desenvolvimento de remédios com efeitos colaterais cada vez menos nocivos. Mas também levou a uma certa banalização. "Eu tenho a impressão de que todo mal-estar virou depressão", diz Mário Corso, psicanalista e autor do livro A Psicanálise na Terra do Nunca. "É uma coisa da nossa época. Depressão é a palavra que serve para tudo, as pessoas não sabem o que têm e dizem que estão deprimidas", explica. Tanya Luhrmann, antropóloga especializada em psicologia da Universidade Stanford, nos EUA. "Estou certa de que nós damos muito remédio às pessoas e que tristeza comum é tratada com medicação", diz. Saber a diferença entre tristeza e depressão é essencial. "A tristeza tem motivos, a depressão não tem motivo nenhum", explica Corso. Na tristeza, choramos pela morte de alguém. Ficamos tristes, mas a dor passa, por mais que a saudade não. Na depressão, a dor não passa. A pessoa não sente mais prazer em nada. 

    Ranking da felicidade
    Índice baseado em critérios como saúde, segurança, educação e oportunidades

    Os mais felizes
    1. Noruega
    2. Dinamarca
    3. Suécia
    4. Austrália
    5. Nova Zelândia
    6. Canadá
    7. Finlândia
    8. Holanda
    9. Suíça
    10. Irlanda

    Os mais tristes
    1. República Centro-Africana
    2. Congo
    3. Afeganistão
    4. Chade
    5. Haiti
    6. Burundi
    7. Togo
    8. Zimbábue
    9. Iêmen
    10. Etiópia

    No meio do caminho: Brasil, em 44º lugar entre 142 países.

    Fontes Kantar Health (Reino Unido); Legatum Institute, 2012 (Reino Unido); Organização Mundial da Saúde (OMS); Universidade de Warwick (Reino Unido).



    A INDÚSTRIA DA DEPRESSÃO
    Sigmund Freud conhecia um remédio legal para curar depressão. Chamava-se cocaína. Ele a receitava para pacientes que sofriam de tristeza recorrente e sem explicação. Antes disso, os estimulantes mais receitados eram morfina e heroína - até descobrirem que ambas viciavam e tinham efeitos colaterais perigosos. Só na década de 1950 surgiu um substituto eficaz contra esse vazio da alma. Como na origem de tantos outros remédios, miraram aqui e acertaram ali. O Marsilid surgiu como uma tentativa de encontrar a cura para a tuberculose, mas quem o tomava ficava um tanto alegre. Ninguém sabia explicar por quê. Até que em 1965 o psiquiatra americano Joseph J. Schildkraut elaborou a primeira teoria para explicar os efeitos do remédio e, de quebra, as causas da depressão. Ele dizia que a tristeza é um descompasso bioquímico no cérebro ligado à serotonina, dopamina e noradrenalina, os neurotransmissores que regulam o humor e as sensações de prazer e recompensa. Se os níveis dessas substâncias estivessem baixos, era indício de depressão. Bastaria então tomar algo que aumentasse a taxa, e tudo ficaria lindo. E o princípio ativo do Marsilid era a iproniazida, que eleva, justamente, o nível de serotonina.

    Foi uma mina de ouro para a indústria farmacêutica. O marketing dos laboratórios passou a mirar também em mães estressadas, trabalhadores cansados e qualquer cidadão propenso a uma fase deprê na vida. Desde a década de 1960, surgiram vários remédios que traziam bem-estar, sempre com ação direta na química cerebral. Mas as vendas nunca decolavam, porque os efeitos colaterais eram muito fortes, como inquietação, insônia e dificuldade em urinar.

    Só em 1988 surgiu um medicamento que não só mudou de vez as cifras da indústria como conseguiu extravasar o universo das gôndolas das farmácias e virar um ícone cultural: o Prozac. Com efeitos colaterais menores, a "pílula da felicidade", como foi chamada na época, entrou para a lista dos medicamentos mais vendidos no mundo. Desde então, surgiram cerca de 30 remédios destinados a combater a depressão. Mas nenhum deles ficou famoso como o Prozac, que, segundo a fabricante Eli Lilly, foi vendido a 90 milhões de usuários nesses 25 anos, enchendo os cofres da empresa. Em 2000, um ano antes de a patente expirar, ela faturou mais de US$ 2 bilhões com o remédio, cerca de 50% a mais que a Pfizer ganhou no mesmo ano com o Viagra.

    Tudo que era tipo de médico passou a indicar antidepressivos. Tristeza aqui, melancolia acolá, tome remédio goela abaixo que melhora. Só que, como era de se esperar, nem sempre os diagnósticos batiam com o problema. Foi o que aconteceu com o professor aposentado Antônio Alves. Aos 45 anos, ele se sentia desanimado, sem vontade de fazer tarefas diárias. Procurou um psiquiatra que logo o diagnosticou com depressão e indicou um remédio. O tratamento surtiu efeito no início, mas depois perdeu a força. Desanimado, Antônio buscou uma segunda opinião. Ao se consultar com um clínico geral, descobriu que seu problema era outro: a andropausa havia chegado mais cedo. A contragosto do psiquiatra, Antônio abandonou os antidepressivos e passou a tomar repositores de hormônios. Não teve mais crise.

    Além do fato de antidepressivos nem sempre surtirem efeito, agora a própria teoria que explica seu funcionamento está sendo questionada. Cinquenta anos depois, a teoria dos baixos níveis de serotonina não é mais tão forte. Para complicar, nem todo cérebro deprimido tem pouca serotonina. Mesmo assim, ainda se acredita que a depressão é, sim, um desequilíbrio químico. O problema é que não se sabe ao certo quais são os neurotransmissores envolvidos.

    Ou seja, não que fosse má-fé da classe médica receitar antidepressivo a torto e a direito. É que depressão é uma doença conhecida há pouco tempo e ainda muito misteriosa. Ela não é como o câncer, em que um exame de imagem mostra a regressão ou o aumento de um tumor. Não há resultados impressos para mostrar se o tratamento teve resultado.

    Existe a suspeita ainda que a culpa do caos químico no cérebro seja do estresse. Em resposta à tensão do ambiente externo, o corpo produz mais cortisol e outros hormônios do estresse. O excesso pode alterar a bioquímica cerebral e causar depressão. Se o problema for mesmo esse, então a infelicidade crônica pode ser uma resposta ao nosso estilo de vida. Estamos mais tristes, também, por causa da nossa sociedade.

    Principais tipos de anti-depressivos

    Tricíclicos
    O que fazem - aumentam os níveis de serotonina e noradrenalina.
    Efeitos colaterais - sedação, boca e olhos secos, prisão de ventre, ganho de peso, sonolência.
    Exemplos - Tryptan (amitriptilina), Anafranil (clomipramina), Sinequan (doxepina).

    Inibidores da monoamina oxidase
    O que fazem - Anulam a monoamina oxidase, que destrói a serotonina, dopamina e norepinefrina.
    Efeitos colaterais - ganho de peso, inquietação, disfunção sexual e insônia.
    Exemplos - Marsilid (iproniazida), Nardil (fenelzina), Eldepryl (selegilina).

    Inibidores seletivos de recaptação da serotonina
    O que fazem - aumentam os níveis de serotonina.
    Efeitos colaterais - náusea, insônia e disfunção sexual.
    Exemplos - Prozac (fluoxetina), Pondera (paroxetina), Zoloft (sertralina).

    Atípicos
    O que fazem - atuam, de maneiras diferentes, na serotonina, norepinefrina e dopamina.
    Efeitos colaterais - cada um é um caso. Podem suscitar convulsão, confusão, disritmia cardíaca, náusea, ansiedade, disfunção sexual e alergia.
    Exemplos - Efexor (venlafaxina), Zetron (bupropiona), Cymbalta (duloxetina) e outros.

    Fontes Anvisa; IMS Health / Estado de Minas.

    DOR NA ALMA
    Os evolucionistas acreditam que a depressão é uma característica do nosso cérebro, provocada por algo que nos ajudou a sobreviver: somos um bicho sociável. Esse instinto de socialização e cooperação facilitou a vida dos nossos ancestrais - conseguir comida em grupo era bem mais fácil. Mas ele abriu a porteira para a depressão, porque nosso humor sempre foi influenciado pelo convívio em sociedade. Há 200 mil anos atrás, ninguém precisava tomar grandes decisões. O cérebro era adaptado para lidar em comunidades pequenas, de até 70 membros. A pessoa já nascia inserida em um contexto mais bem definido. Não haviam tantas decisões. E aí, quanto mais complexa a vida ficou, maior a propensão à depressão. Hoje, são zilhões de escolhas. Qual o melhor emprego, a melhor namorada, a melhor cidade para se viver. O cérebro às vezes parece incapaz de lidar bem com isso. 
    Não é à toa que muitos depressivos se queixam de ter surtado por só atender às vontades alheias, em vez de seguir os próprios desejos.

    Em comunidades mais simples, os índices de depressão são menores. Um exemplo são os kaluli, etnia da Papua-Nova Guiné que vive da caça, pesca e agricultura de subsistência. O antropólogo Edward Schieffelin, da Universidade College de Londres, entrevistou 2 mil kaluli em dez anos de pesquisa. Só uma pessoa apresentou sinais de depressão - uma taxa 20 vezes menor que a do Brasil. Schieffelin acredita que a explicação esteja no estilo de vida. Os kaluli usam muito o corpo, se alimentam de comidas naturais e se expõem mais ao Sol. 
    A verdade é que todos precisamos de ar livre. A luz solar aumenta a produção de hormônios que deixam você mais disposto, mais animado. "Existe uma relação já comprovada entre a falta de sol e a depressão.", explica Raphael Boechat, psiquiatra e professor da Universidade de Brasília. 

    A psicanálise leva a questão um pouco mais longe. No livro "O Tempo e o Cão", a psicanalista Maria Rita Kehl culpa nossa sociedade consumista pelo vazio da alma. A máxima do nosso tempo é vencer. No meio do caminho, escolha uma profissão, tenha amigos, compre um carro, financie uma casa, case, viaje, vá ao shopping, torça para um time, compre, use, abuse, jogue, desfile, passeie, julgue, brilhe, dance, transe, descanse. A publicidade teria transformado a felicidade em uma sucessão de frases imperativas que nos faz consumir. Só que isso não preenche nada. E o vazio continua. O depressivo, descreve Kehl, não consegue ver graça em nada disso, em nenhuma dessas conquistas. "A vida tinha um filtro cinza", diz a publicitária Rachel Juraschi, descrevendo o que sente um depressivo. "Não era só tristeza, era preguiça de viver, estava cansada de tudo". Ela suspeita que desde a adolescência, "uma época sem boas lembranças", sofria de depressão. Mas foi só aos 28 anos, com o casamento e o trabalho em crise, que a doença atacou para valer. "Nem banho eu tomava mais", lembra. Deveria se divertir, se informar, socializar, conforme manda o protocolo. Mas, assim como em outros depressivos, nada disso fazia sentido. "Junto com a medicação, o que se vende é a esperança de que o depressivo possa rapidamente normalizar sua conduta sem ter de se indagar sobre seu desejo", escreve Kehl. É como se buscasse uma pílula para se ajustar à vida. Um desejo de ser normal.

    O uso de antidepressivos pode ter se tornado algo banal e muitas vezes irresponsável. Mas sua popularização derrubou parte do medo de tratar a depressão. Ficou mais fácil sair do armário e aceitar isso como uma doença real. "Quando vi que tinha amigos da mesma idade tomando, perdi o preconceito", diz Rachel. Os remédios deram aos depressivos uma dose de esperança. E essa esperança ajuda tanto que pessoas que tomam só água com açúcar achando que é antidepressivo relatam melhora de humor. O psiquiatra americano Irving Kirsch analisou 38 testes clínicos com 3 mil participantes que, separados em grupos, lidaram com a depressão de quatro formas distintas: antidepressivos, remédio placebo, psicoterapia e nenhum de tratamento. Ele constatou que, enquanto em média 75% dos sintomas de quem tomou remédio melhoraram, 50% dos efeitos nos que só tomaram pílulas de açúcar foram reduzidos. Ou seja, só 25% da melhora seria mérito do remédio. Ainda assim, a função dos remédios não pode ser ignorada: quando a tristeza foge do controle, qualquer esperança serve como alento. O estilista Zanco Junior considera os antidepressivos essenciais em sua vida. Ele toma há 13 de seus 30 anos, desde que teve uma crise de pânico em um shopping. Zanco já tentou largar os remédios, mas sentiu falta. Dormia mal, tinha indisposição. "Vivo bem com eles, me ajudam a tocar minhas coisas", diz. E, se tentou parar de tomar, é porque não quer passar o resto da vida sob medicação. "Um dia quero deixar de tomar. Se ficar bem". Não é fácil.

    Afinal, outras questões da vida moderna também deixam o corpo mais cansado. A enxurrada de informação com que lidamos todo dia não deixa o cérebro descansar, o que aumenta as chances de pane. Viver em um ambiente desgastante, com mais tempo dedicado a trabalho que a lazer é um atalho para a depressão. Para piorar, essas mudanças são acompanhadas cada vez mais pela solidão. Segundo o IBGE, mais de 12% das casas brasileiras só tem um morador - há dez anos, era menos de 9%. O número de solteiros também aumentou: 48% (ou 72 milhões) dos brasileiros acima de 15 anos, uma alta de quase 16% em dois anos. Se somarmos a divorciadas e viúvos, a parcela da população fora de um relacionamento sério chega a 60%. É muita gente. E os picos de depressão estão nesses grupos mais solitários: solteiros, divorciados e viúvos. 

    O LADO BOM DA TRISTEZA
    Vamos deixar claro uma coisa: nem toda tristeza é ruim. Ficar sem presente no Natal, sofrer pelo galã da escola, ser reprovado no vestibular, perder um emprego, levar um pé na bunda, brigar com um amigo, encarar a morte de alguém e tantas outras mais fazem parte da vida. Todo mundo lida com elas, em maior e menor escala. "Se existe um lado bom é que a tristeza nos torna um pouco mais sábios do que no momento da euforia, quando a gente fica meio abobado. É uma boa hora para fazer um balanço", diz o psicanalista Mário Corso. A crise nos obriga a sair da zona de conforto e abre o caminho para avaliarmos a vida por novos ângulos e tomar rumos diferentes.

    O problema é quando você não consegue superar a crise. Sem saber como reagir à dor, mergulha numa tristeza que paralisa. 

    O primeiro passo para se levantar do chão, é reconhecer o próprio descontrole emocional. 
    Grupos de apoio são uma boa saída para aprender a encarar o lado amargo da vida - mesmo que você não esteja numa depressão profunda. "Tem gente que entra aqui porque perdeu a namorada e não consegue ficar feliz. Mas depois passa, fica bem, encontra outra pessoa e nunca mais volta", conta Estela. Essas terapias em grupo funcionam tão bem quanto sessões com psicólogos que seguem a linha cognitiva-comportamental, que tenta ajudar o paciente a ver as coisas de outra forma, ou interpessoal, que foca nos problemas do presente. Essas duas são as formas de psicoterapia com os melhores resultados no tratamento da depressão. Ou seja, não dá para apostar todas as fichas nos remédios. Eles podem resolver o lado bioquímico, mas o modo de lidar com os problemas ainda é contigo.

    Andrew Solomon, autor de "O Demônio do Meio-Dia", um livro autobiográfico sobre depressão, diz que tudo pode funcionar, até tomar remédio. Basta acreditar nos efeitos positivos. E foi por isso que ele encarou diversas terapias alternativas, desde tomar chá de uma planta chamada erva-de-são-joão, hipnose, homeopatia até participar de um ritual religioso em uma tribo africana. 

    Além de Solomon, outras pessoas estão procurando alternativas para tratar a depressão. No Brasil, um grupo de pesquisadores viu na ayahuasca uma oportunidade. O chá à base de plantas amazônicas usadas em rituais religiosos, que dá um efeito de bem-estar e tranquilidade, tem princípios ativos que agem direto no cérebro e pode render no futuro novas linhas de antidepressivos. "Os efeitos terapêuticos observados com a ayahuasca são praticamente imediatos, enquanto que as medicações disponíveis demoram duas semanas no mínimo", explica Jaime Hallak, professor de medicina da USP Ribeirão Preto e coordenador da pesquisa. Outra promessa farmacêutica é a cetamina, usada como anestésico desde os anos 60. Os 120 pacientes do psiquiatra americano Carlos Zarate que tomaram a droga tiveram melhoras rápidas e significativas. Em vez de alterar os níveis de serotonina, dopamina e noradrenalina, a substância regula a concentração de outro neurotransmissor, o glutamato - isso, por si só, já é inovador: seria o primeiro antidepressivo, desde o Marsilid, a não interferir na taxa dos dos três neurotransmissores de sempre. Além disso, há novas tecnologias que apresentam outras duas possibilidades: estimulação magnética transcraniana, ondas eletromagnéticas que estimulam partes do cérebro - algo como o filho prodígio do eletrochoque - e o neurofeedback, em que o paciente faz atividades para treinar o cérebro, e sensores mostram em tempo real os efeitos que restauram o equilíbrio do órgão.

    Mas não importam as técnicas, terapias ou remédios que você use, os perrengues da vida vão voltar. Lembre-se: é assim com todo mundo (e muito mas mais intenso com os depressivos).  "Eu detestava estar deprimido, mas foi também na depressão que aprendi os limites do meu próprio terreno, a plena extensão da minha alma", escreveu Andrew Solomon. "A experiência da dor, que é especial em sua intensidade, é um dos sinais mais seguros da força da vida". Conhecer seus próprios limites e não ultrapassá-los torna a vida mais leve - você passa a viver no seu tempo, sem forçar a barra. É encontrar uma rotina que se encaixe em você. E não o contrário.


    PARA SABER MAIS...
    Dicas de livros:O Demônio do Meio-Dia
    Andrew Solomon, Objetiva, 2010.

    O Tempo e o Cão
    Maria Rita Kehl, Editorial Boitempo, 2009.

    The Emperor's New Drugs
    Irving Kirsch, Basic Books, 2010.

    Carteiros motociclistas enfrentam perigos constantes

    No dia 20 de junho, foi publicado no "Diário Oficial" que o governo sancionou adicional de periculosidade de 30% para quem trabalha com moto. Esta é uma reivindicação antiga, o senado já havia aprovado o projeto mas só agora está valendo este adicional. A lei inclui a atividade de quem trabalha com motocicleta na categoria de profissões consideradas perigosas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    A lei prevê que apenas mototaxistas, motoboys e motofretistas recebam este adicional imediatamente, mas devemos todos lutar para que nossos colegas ecetistas que trabalham com motos também recebam estes 30%.

    Segundo a advogada do Sintect-VP, Nícia Bosco, este benefício é justo e necessário. "Atualmente os carteiros motociclistas recebem o adicional de risco, que também foi conquistado com muita luta e mobilização da categoria. Mas precisamos garantir o direito ao adicional de periculosidade que também dá direito a aposentadoria especial. Nada mais justo à esses trabalhadores." Declarou a advogada

    A CLT considera perigosas as atividades que “impliquem risco acentuado” ao trabalhador em virtude de exposição a produtos inflamáveis, explosíveis ou energia elétrica, além de seguranças pessoais ou de patrimônio. Mas, pesquisas recentes confirmam os riscos que quem trabalha com moto está exposto diariamente. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de mortes em acidentes de trânsito com motos no Brasil aumentou 263,5% entre 2001 e 2011. Segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM),  foram 11.268 mortes no país em 2011 e 3.100 em 2001. Sem contar com acidentes envolvendo sequelas irreparáveis aos condutores.
    O Sintect-VP já acionou o departamento jurídico para lutar pelos direitos dos trabalhadores motocicliestas, mas sabemos que a ECT vai alegar que já paga adicional de risco à categoria, dificultando diálogo na negociação para os 30% do adicional de periculosidade. O adicional de periculosidade é melhor e mais completo, porque nos dá direito à aposentadoria especial. Vamos aguardar a pauta de reivindicações para nossa Campanha Salarial 2014 que com certeza haverá uma cláusula para exigir este benefício. Cabe a nós, lutarmos todos juntos para beneficiar estes colegas que, sobre motos, realizam a distribuição de cartas, objetos e encomendas, expostos a  perigos diários por todo país.
    Nossa categoria é exemplo de mobilização e vamos conquistar mais este direito!
    Sintect-VP disponibiliza o departamento jurídico a favor dos trabalhadores e tem o dever de orientar sobre os recursos que cabem ou não serem feitos. Daremos toda atenção neste caso, por entendermos que é um direito incontestável e que desta vez, a justiça deu parecer a favor dos motociclistas.

    Campanha Salarial: Carteiros motociclistas querem 30% de periculosidade. Esta deve ser uma luta de todos!

    Postado As:  13:26  |  Em:    |  Mais informações »

    Carteiros motociclistas enfrentam perigos constantes

    No dia 20 de junho, foi publicado no "Diário Oficial" que o governo sancionou adicional de periculosidade de 30% para quem trabalha com moto. Esta é uma reivindicação antiga, o senado já havia aprovado o projeto mas só agora está valendo este adicional. A lei inclui a atividade de quem trabalha com motocicleta na categoria de profissões consideradas perigosas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    A lei prevê que apenas mototaxistas, motoboys e motofretistas recebam este adicional imediatamente, mas devemos todos lutar para que nossos colegas ecetistas que trabalham com motos também recebam estes 30%.

    Segundo a advogada do Sintect-VP, Nícia Bosco, este benefício é justo e necessário. "Atualmente os carteiros motociclistas recebem o adicional de risco, que também foi conquistado com muita luta e mobilização da categoria. Mas precisamos garantir o direito ao adicional de periculosidade que também dá direito a aposentadoria especial. Nada mais justo à esses trabalhadores." Declarou a advogada

    A CLT considera perigosas as atividades que “impliquem risco acentuado” ao trabalhador em virtude de exposição a produtos inflamáveis, explosíveis ou energia elétrica, além de seguranças pessoais ou de patrimônio. Mas, pesquisas recentes confirmam os riscos que quem trabalha com moto está exposto diariamente. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de mortes em acidentes de trânsito com motos no Brasil aumentou 263,5% entre 2001 e 2011. Segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM),  foram 11.268 mortes no país em 2011 e 3.100 em 2001. Sem contar com acidentes envolvendo sequelas irreparáveis aos condutores.
    O Sintect-VP já acionou o departamento jurídico para lutar pelos direitos dos trabalhadores motocicliestas, mas sabemos que a ECT vai alegar que já paga adicional de risco à categoria, dificultando diálogo na negociação para os 30% do adicional de periculosidade. O adicional de periculosidade é melhor e mais completo, porque nos dá direito à aposentadoria especial. Vamos aguardar a pauta de reivindicações para nossa Campanha Salarial 2014 que com certeza haverá uma cláusula para exigir este benefício. Cabe a nós, lutarmos todos juntos para beneficiar estes colegas que, sobre motos, realizam a distribuição de cartas, objetos e encomendas, expostos a  perigos diários por todo país.
    Nossa categoria é exemplo de mobilização e vamos conquistar mais este direito!
    Sintect-VP disponibiliza o departamento jurídico a favor dos trabalhadores e tem o dever de orientar sobre os recursos que cabem ou não serem feitos. Daremos toda atenção neste caso, por entendermos que é um direito incontestável e que desta vez, a justiça deu parecer a favor dos motociclistas.

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